
Redação Publicado em 21/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 17h16
Gleycy Correia era ex-Miss BrasilContinentes Unidos em 2018. A modelo faleceu na manhã da última segunda-feira (20) aos 27 anos após ficar aproximadamente dois meses em coma em um hospital particular de Macaé, no Rio de Janeiro.
A internação foi por consequência de complicações que a jovem teve depois de passar por uma cirurgia de amigdalite. Além de modelo, a moça também era empreendedora, especialista em Permanente Make Up.
De acordo com o G1, Jak Abreu, pastor da modelo que acompanhou a família de Gleycy desde o começo da internação, fez um post em uma rede social que os familiares acreditam que houve erro médico na operação.
“Deus escolheu esse dia para recolher nossa princesa. Sabemos que a saudade será imensa, mas ela agora estará alegrando o céu com seu sorriso”, escreveu o pastor. No texto, ele também agradece aos jovens que se reuniram para orar pela recuperação de Gleycy.

Gleycy faleceu em decorrência de complicações de uma cirurgia de amigdalite / Imagem: reprodução Instagram @gleycycorreia
O velório da modelo foi feito no Memorial nesta segunda-feira (20h) às 19h e o sepultamento aconteceu na manhã desta terça-feira (21) às 11h30.
Quando é preciso fazer a cirurgia de amigdalite?
Um estudo feito por pesquisadores ingleses da Universidade de Birmingham examinou registros médicos de 1,6 milhão de crianças e constatou que 9 em cada 10 operações de amigdalite não se justificavam. Além disso, os especialistas alertam que a retirada desse órgão pode fazer mais mal do que bem.
A pesquisa foi baseada em um banco de dados de todo o Reino Unido e analisou os dados entre 2005 e 2016 a respeito de cidadãos até os 15 anos. A equipe descobriu que na verdade em poucos dos casos analisados havia realmente uma necessidade de operação.
De acordo com os especialistas, os casos de necessidade evidente eram apenas dois: pacientes com uma condição rara chamada de PFAPA (que não se trata só de inflamação nas amígdalas, mas também em febre frequente, estomatite aftosa, faringite e adenite cervical) ou um padrão de quadros graves de inflamação na garganta causada pelas amígdalas.
Baseados nestes dados, os pesquisadores chegaram a conclusão de que apenas 11% de todos os casos estudados realmente precisavam de cirurgia. Na pesquisa, um dos autores afirma que “não há realmente uma base de evidências que diga que eles vão ver um benefício [se retirarem as amígdalas]. Os pacientes correm mais risco de ser prejudicados do que beneficiados”.
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