O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (3) a expulsão do país de 15 diplomatas da embaixada de Cuba em Washington, como consequência dos

Redação Publicado em 03/10/2017, às 00h00 - Atualizado às 16h19
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (3) a expulsão do país de 15 diplomatas da embaixada de Cuba em Washington, como consequência dos misteriosos “ataques sônicos” contra seu pessoal em Havana, segundo a France Presse.
Em nota oficial, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, disse que seu escritório informou Cuba “sobre a ordem de saída de 15 de seus diplomatas em sua embaixada em Washington”. Ressaltou, contudo, que as relações diplomáticas serão mantidas.
De acordo com Tillerson, a decisão de expulsar os funcionários do país foi adotada “pelo fracasso de Cuba em adotar medidas para proteger nossos diplomatas de acordo com suas obrigações nos termos da Convenção de Viena”.
“Manteremos nossas relações diplomáticas com Cuba e continuaremos cooperando com Cuba, à medida que investigamos esses ataques”, afirmou o secretário de Estado.
Mais cedo, um funcionário do Departamento de Estado, que pediu para não ser identificado, deixou claro que se trata de uma expulsão do país.
“Estamos expulsando esses 15 cubanos hoje. Eles não foram declarados ‘persona non grata’, mas esperamos que partam em sete dias”, disse o diplomata.
O funcionário informou que a embaixada de Cuba recebeu uma lista com os nomes dos 15 funcionários que deverão deixar o país.
De acordo com denúncias, no último ano, 21 diplomatas americanos sofreram sintomas que variaram de dores de cabeça a edemas cerebrais devido a “ataques específicos” aparentemente com dispositivos acústicos ou ultrassônicos, que permanecem misteriosos.
Segundo o Departamento de Estado, os “ataques” ocorreram em residências diplomáticas e hotéis frequentados por cidadãos americanos na capital cubana. Entre os sintomas identificados, o Departamento de Estado mencionou de dores de cabeça severas a edemas cerebrais, passando por tonturas e perda parcial da audição e memória.
Embora a origem desses episódios e seus responsáveis sejam desconhecidos, o Departamento de Estado não expressou dúvidas quanto ao caráter desses eventos, classificando-os como “ataques”.
Nesta sexta-feira (29), o Departamento de Estado americano ordenou a saída de parte do seu corpo diplomático da embaixada em Havana. A ordem afetou todos os funcionários “não emergenciais” e seus familiares.
De acordo com o funcionário do Departamento de Estado ouvido pela AFP, para restaurar a normalidade no funcionamento das embaixadas, Washington exige “garantias completas do governo cubano de que esses ataques não continuarão”.
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Prédio da embaixada dos Estados Unidos em Havana, Cuba, em foto de 17 de dezembro de 2015 (Foto: Yamil Lage/AFP)
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