Cerca de 70 mil eleitores estão aptos a votar nas eleições suplementares que ocorrerão das 8h às 17h em três cidades paulistas

Karina Faleiros Publicado em 07/06/2025, às 20h43
Os municípios de Mongaguá, Panorama e Bocaina, em São Paulo, realizarão novas eleições para prefeito neste domingo (8). Os pleitos suplementares foram convocados após a Justiça Eleitoral indeferir os registros dos candidatos eleitos em outubro de 2024. A nova data foi definida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em abril deste ano.
Cerca de 70 mil eleitores estão aptos a votar nas três cidades. Poderão participar os eleitores com situação regular no cadastro eleitoral e domicílio no respectivo município até 8 de janeiro de 2025. A votação ocorrerá das 8h às 17h.
Como será a votação:
Mongaguá: A eleição será organizada pela 189ª Zona Eleitoral (Itanhaém), com 17 locais de votação e 147 seções eleitorais, atendendo cerca de 50 mil eleitores.
Panorama: Sob responsabilidade da 175ª Zona Eleitoral (Tupi Paulista), a cidade contará com 6 locais de votação e 39 seções. O eleitorado é de aproximadamente 10 mil pessoas.
Bocaina: A 241ª Zona Eleitoral (Dois Córregos) coordena a votação em 5 locais e 31 seções, com cerca de 8.600 eleitores aptos.
Entenda os casos:
Mongaguá
Paulo Wiazowski Filho (PP), eleito em 2024 com 14.459 votos (42,47%), teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por improbidade administrativa. O tribunal considerou que as irregularidades em suas contas públicas, enquanto prefeito em 2012, configuraram ato doloso de improbidade. Ele disputou ao lado do vice Julio Cezar de Carvalho Silva Santos (PDT).
Panorama
Edson de Assis Maldonado (Progressistas) também teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, devido a uma condenação por falso testemunho. Embora a pena tenha sido extinta em 2021, ele permanece inelegível até o fim do prazo previsto na Lei da Ficha Limpa. Edson e o vice Sleiman El Aissami (Podemos) receberam 2.787 votos (35,63%).
Bocaina
Moacir Donizete Gimenez (Republicanos) teve o registro negado pelo TRE-SP por condenação por improbidade administrativa, com dolo, má-fé, prejuízo ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros. Ele e seu vice Darcy Marangoni (Republicanos) conquistaram 3.076 votos (48,39%).
As novas eleições definirão os próximos prefeitos dessas cidades, substituindo os eleitos que tiveram os registros indeferidos pela Justiça Eleitoral.
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