A condição psiquiátrica se tornou um dos assuntos mais comentados na web após reportagem do Fantástico

Vitória Tedeschi Publicado em 21/08/2023, às 13h07
A reportagem especial do Fantástico deste domingo (20) mostrou casos de pessoas que têm uma condição psiquiátrica severa e rara: o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI). Após isso, o assunto se tornou um dos mais comentados nas redes sociais.
A condição psiquiátrica rara faz com que uma única pessoa consega manifestar vozes diferentes, comportamentos variados, mudar de personalidade e até mesmo de idade.
De acordo com os especialistas ouvidos pela matéria, o transtorno pode se manifestar, em geral, antes dos seis anos de idade após situações como abuso sexual, físico, negligência ou morte de algum familiar, por exemplo.
Quando aparece outra personalidade, aquela que sofreu o trauma, não está mais lá. É outra pessoa que assume o lugar", explica Bruna Bartorelli, chefe do Ambulatório de Transtornos Somáticos do IPq-HCFMUSP, de acordo com o jornal O Globo.
Uma das entrevistadas foi Giovanna Blasi, de 21 anos. "Acho que desde criança eu sempre percebi que tinha alguma coisa errada comigo", frisa a jovem que, durante a entrevista, esclarece que prefere que ela e seus "alters" sejam identificados como "Sistema Resiliência".
Após a reportagem do Fantástico, inclusive, o perfil de "Sistema Resiliência" passou a receber diversos comentários de apoio. Na última foto publicada, o acolhimento fica evidente: uns compartilhando suas vivências com o transtorno, outros agradecendo ter falado sobre o assunto, além de inúmeras mensagens contando as próprias experiências em virtude do TDI.
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Segundo o NeuroSaber, as pessoas que sofrem com o Transtorno Dissociativo de Identidade constumam apresentar os seguintes sintomas:
Com relação ao tratamento, ainda de acordo com o NeuroSaber, a psicoterapia é a intervenção mais utilizada para estabilizar os pacientes e garantir sua segurança. O próximo passo é a avaliação das experiências traumáticas, conhecer as diferentes personalidades e o que motiva o aparecimento de tais identidades. A literatura médica não chegou a um consenso acerca dos tratamentos farmacológicos.
Por outro lado, há casos de pacientes que fazem uso de medicamentos que impedem situações iminentes de autoagressão. Lembrando que tudo isso deve ser feito sob prescrição médica e acompanhamento adequado.
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