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São Paulo reforça alerta para febre amarela após seis casos confirmados em 2026

Pacientes confirmados recentemente não estavam imunizados; governo recomenda vacinação imediata

Vacinação é a principal forma de prevenção contra o vírus - Imagem: Reprodução
Vacinação é a principal forma de prevenção contra o vírus - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 24/04/2026, às 13h04


O governo de São Paulo reforçou o chamado para que a população procure os postos de saúde e atualize a vacinação contra a febre amarela após a confirmação de seis casos da doença no estado desde o início deste ano. Nesta semana, o Centro de Vigilância Epidemiológica anunciou mais três ocorrências, elevando o total registrado no ano.

Dois dos novos casos foram identificados em Lagoinha, no Vale do Paraíba. As vítimas eram dois homens, de 56 e 53 anos, que não resistiram à infecção. O terceiro paciente é um homem de 43 anos, morador de Araçariguama, na região de Sorocaba, que recebeu atendimento e se recuperou.

Os três primeiros casos do ano haviam sido divulgados na semana anterior, todos também no Vale do Paraíba. Em Cunha, um homem de 38 anos morreu após contrair a doença. Já em Cruzeiro, outras duas pessoas foram diagnosticadas e tiveram alta após a recuperação.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, todos os pacientes confirmados neste ano não tinham registro de vacinação. A pasta ressalta que a imunização continua sendo a forma mais eficaz de prevenção e proteção contra quadros graves.

Desde 2019, a recomendação da vacina vale para todos os moradores do estado de São Paulo. Para quem pretende viajar para áreas com circulação do vírus, a orientação é tomar a dose com pelo menos dez dias de antecedência.

A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A secretaria também orienta que casos suspeitos sejam informados rapidamente aos serviços médicos, para agilizar a investigação e reduzir o risco de transmissão.

Quem deve se vacinar

  • Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
  • Pessoas que tomaram apenas uma dose antes dos 5 anos: precisam de reforço;
  • Pessoas de 5 a 59 anos sem vacinação: devem receber dose única;
  • Quem recebeu dose fracionada em 2018: deve verificar se há necessidade de atualização da caderneta.

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