A cirurgia foi considerada uma evolução na medicina

Vitória Tedeschi Publicado em 06/06/2023, às 14h19
No último dia 25 de maio nasceu, na Suécia, o primeiro bebê gestado em um útero que havia sido transplantado por robôs. O menino veio ao mundo saudável, com 49 centímetros e 3,1 kg, em uma cesariana planejada.
A cirurgia, realizada pela equipe da Universidade de Gotemburgo, foi considerada uma evolução na medicina, uma vez que o transplante de útero realizado por robôs é mais preciso e menos invasivo do que a cirurgia feita por médicos e provou ser efetivo para manter uma gravidez.
A receptora do útero, uma mulher de 35 anos, teve uma gestação sem complicações. O útero dela havia sido doado por uma familiar em 2021.
De acordo com o jornal O Tempo, o transplante de útero, tanto o realizado por humanos como por máquinas, é considerado um tratamento experimental para dar a possibilidade de gestação a mulheres que perderam a funcionalidade do órgão ou não nasceram com ele.
Com a técnica assistida por robô é possível realizar procedimentos que antes eram considerados impossíveis de realizar com a cirurgia convencional. É um privilégio fazer parte da evolução neste campo com o objetivo geral de minimizar o trauma da paciente", disse o médico responsável pelo transplante, Niclas Kvarnström.
A técnica começou a ser testada, em 2014, e foram realizados cerca de 90 procedimentos em todo o mundo. O primeiro caso registrado no Brasil foi em 2018 e foi um dos 50 que resultaram em gravidez.
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