A vítima teve choque anafilático e ficou em coma por anos

Mateus Omena Publicado em 27/04/2023, às 11h31
Uma mulher de 24 anos morreu na manhã desta quinta-feira (27), quatro anos depois de sofrer um choque anafilático durante a festa de casamento de seu irmão, após comer amendoim.
Tania Kaur Khasriya, na época com 19, consumiu o alimento à base de amendoim durante a celebração, que ocorreu em Londres (Reino Unido) em 26 de julho de 2018. A reação alérgica causou danos graves na vítima, que desde então perdeu a consciência, informou o jornal britânico Mirror.
A mulher foi socorrida pelos convidados da festa e levada às pressas para um hospital. Ela apresentou uma parada cardíaca e respiração comprometida. No entanto, ao chegar à unidade de saúde, foi logo transferida para a UTI depois que sua condição piorou.
Após três dias internada, Tania foi examinada por um médico, que detectou que ela tinha uma isquemia generalizada, que a deixou em um estado vegetativo crônico. De acordo com os médicos, ela tinha um prognóstico ruim para recuperação.
A Sra. Khasriya nunca recuperou a consciência plena da reação e faleceu nesta quarta-feira (27), depois que os médicos encerraram os cuidados paliativos.
A morte da mulher foi atribuída a distúrbio persistente da consciência, lesão cerebral hipóxica e anafilaxia devido a alergia ao amendoim. As autoridades informaram que a alergia causou um choque anafilático que se agravou, deixando-a sem consciência e debilitada, provocando a morte da paciente 4 anos depois.
Segundo os parentes, a jovem foi diagnosticada com a alergia mortal a amendoim e nozes quando tinha apenas 12 meses de idade.
Tania e sua família estavam no restaurante “Mehfil” para celebrar o casamento de seu irmão. A gerência do estabelecimento afirma que não sabia da trágica morte de Tanya até receber um comunicado do legista.
“Não foi possível estabelecer exatamente o que ela comeu ou o que havia na comida, mas houve exposição a amendoim”, declarou o legista. “Acho que a conclusão resumida mais apropriada deve ser a da morte acidental”.
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