Governo interrompe aplicação do imunizante do Butantan e reforça monitoramento de vacinados após casos graves sob análise

Manoela Cardozo Publicado em 08/06/2026, às 17h05
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Butantan a partir desta segunda-feira (8). A decisão foi tomada após o registro de dois óbitos e outros casos graves que estão sendo investigados pelas autoridades sanitárias.
Segundo a pasta, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas em todo o país. Até o momento, foram registrados 42 casos de reações adversas severas possivelmente associadas à vacina. Entre eles, três episódios considerados mais graves chamaram a atenção do sistema de vigilância por apresentarem manifestações clínicas incomuns e não observadas durante os estudos do imunizante.
O primeiro caso envolve uma mulher de 39 anos que começou a apresentar febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, incluindo choque, o que levou à internação em unidade de terapia intensiva (UTI). Após tratamento, ela recebeu alta hospitalar.
O segundo caso foi registrado em uma mulher de 48 anos. Dezenove dias após receber a dose, ela desenvolveu sintomas de dengue grave associados a um comprometimento neurológico diagnosticado como meningoencefalite. A paciente morreu após agravamento do quadro.
Já o terceiro caso ocorreu com um homem de 58 anos. Cinco dias depois da imunização, ele apresentou febre que evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu.
O Ministério da Saúde informou que ainda não é possível afirmar que os casos tenham sido provocados diretamente pela vacina. As investigações continuam para identificar possíveis fatores associados e esclarecer a existência ou não de relação causal com o imunizante.
A recomendação é que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas ao surgimento de sintomas como febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
Em caso de agravamento ou aparecimento desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
O ministério também recomenda que os imunizados recentemente realizem acompanhamento em unidades de saúde para monitoramento de possíveis reações adversas.
A partir desta terça-feira (9), a rede de saúde passará a adotar monitoramento ativo de casos de dengue em pessoas vacinadas recentemente, ocorrências com sinais de alarme e eventuais óbitos.
A estratégia prevê acompanhamento por lotes da vacina, unidades de saúde e territórios específicos, com o objetivo de identificar rapidamente possíveis padrões e reforçar a segurança da campanha de imunização.
Leia também

Vídeo: casal é alvo de ofensas homofóbicas dentro de trem da Linha 4-Amarela em São Paulo

A Ficha Limpa em xeque: constitucionalidade, retrocesso e os limites do legislador na ADI 7881

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Corte de R$ 1,5 bilhão leva Exército a suspender operações nas fronteiras brasileiras

Copa do Mundo 2022: quem são os 26 convocados para buscar o hexa?

Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan após duas mortes sob investigação

Viih Tube revela diagnóstico chocante após trauma com o filho

Setor de alumínio aposta em reuso de água e descarbonização

MP denuncia ex-professor da USP por assédio sexual, estupro e importunação contra ex-alunos

MEC lança plataforma gratuita para ensino de inglês e espanhol com certificado