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Azeite e doces proibidos

Anvisa retira do mercado azeite clandestino e linha completa de doces artesanais

Medida cautelar veta a circulação do azeite San Oliveto e de diversos produtos da marca Fatti a Mano por falta de registro e fraudes cadastrais

A empresa responsável pela distribuição do azeite está com CNPJ inapto e endereço desconhecido, levantando suspeitas sobre o produto - Imagem: Reprodução/Magnific
A empresa responsável pela distribuição do azeite está com CNPJ inapto e endereço desconhecido, levantando suspeitas sobre o produto - Imagem: Reprodução/Magnific

Letícia Sales Publicado em 22/07/2026, às 08h19


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata da comercialização, distribuição, fabricação e propaganda de todos os lotes do azeite de oliva extra virgem da marca San Oliveto. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, também ordenou o recolhimento e a apreensão de todas as unidades do produto que já estão no mercado.

A fiscalização constatou que o azeite possui origem totalmente desconhecida. Em nota oficial sobre a decisão, o órgão regulador esclareceu o cenário de irregularidades do fabricante:

"A empresa identificada na rotulagem como importadora e distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda., está com o CNPJ inapto desde 23 de junho de 2026 e possui endereço desconhecido."

Além da situação cadastral fraudulenta da distribuidora, laudos laboratoriais apontaram adulteração no produto. Testes de análise física e química apresentaram resultados insatisfatórios no ensaio de índice de refração, parâmetro fundamental que indica a pureza do azeite e confirma a presença de misturas com outros óleos vegetais não declarados.

Irregularidades em fábrica de doces

Em uma ação paralela divulgada no mesmo ato oficial, a Anvisa também interditou toda a linha de produção da marca de doces Fatti a Mano. A proibição atinge 11 itens populares do catálogo da empresa, incluindo cocadas (branca e com maracujá), doce de leite tradicional e com coco, palha italiana, doce de jaca, beijinho, pé de moleque, pé de moça, brigadeiro e a especialidade da casa, o Fatticoco.

De acordo com o parecer da vigilância sanitária, a medida foi motivada porque os alimentos vinham sendo fabricados e comercializados por um estabelecimento sem licença de funcionamento, além de não possuírem a devida regularização e registro junto aos órgãos de saúde competentes, representando potenciais riscos ao consumidor.


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