O esquema vacinal para os pequenos consistem em três doses do imunizante da Pfizer

Mateus Omena Publicado em 28/11/2022, às 18h22
A campanha de vacinação de bebês contra a Covid-19 começou e muitos pais estão preocupados de a imunização pode trazer certos riscos para a saúde dos pequenos.
A medida foi adotada dois meses depois da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ela se aplica em crianças a partir dos 6 meses de idade.
O esquema vacinal está focado no imunizante da Pfizer em três doses, o mesmo já utilizado para as crianças de 3 e 4 anos.
Embora o princípio ativo seja igual, existe diferença na dosagem em comparação à dose das crianças a partir dos 5 anos e do público adulto.
Mesmo assim, os bebês podem apresentar efeitos colaterais semelhantes àqueles observados em crianças mais velhas, informou o infectologista pediátrico Renato Kfouri.
"Os estudos para a vacina nos bebês foram comparativos em termos de resposta imune e segurança. O risco desses eventos adversos são muito semelhantes, não houve diferença em comparação às crianças maiores e aos adolescentes", explica o especialista, que é presidente do departamento de imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
Segundo Kfouri, as pesquisas levaram em conta o nível de proteção contra o vírus e o perfil de tolerabilidade às reações adversas para assegurar a eficácia da vacina no público alvo. Esses índices devem ser no mínimo semelhantes ao público a partir dos 5 anos, diz Kfouri.
A Pfizer declarou que "foi observada robusta resposta imune no grupo etário, com capacidade de produção de títulos de anticorpos neutralizantes e de soroconversão não inferiores à coorte de adultos".
Por outro lado, a bula da companhia farmacêutica deixou muitas pessoas apreensivas em relação às reações adversas para o público entre 6 meses e 2 anos e para crianças até os 5 anos.
Confira os efeitos colaterais para cada grupo:
Efeitos bastante corriqueiros (ocorrem em 10% dos vacinados, segundo a Pfizer):
Comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos vacinados):
Incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos vacinados):
Efeitos bastante corriqueiros (ocorrem em 10% dos vacinados, diz a Pfizer):
Comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos vacinados):
Incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos vacinados):
Desconhecida (raro):
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