No ano passado, segundo ano da pandemia da Covid-19, 29.484 mil pessoas de 115 diferentes nacionalidades entraram com pedido de refúgio no Brasil. O volume é

Redação Publicado em 05/02/2022, às 00h00 - Atualizado às 19h33
No ano passado, segundo ano da pandemia da Covid-19, 29.484 mil pessoas de 115 diferentes nacionalidades entraram com pedido de refúgio no Brasil. O volume é 2% maior que o registrado e em 2020, quando foram registrados 28.960 solicitações, mas ainda bastante abaixo dos mais de 82 mil registros em 2019.
O levantamento foi feito pela GloboNews com base nos dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Solicitações de refúgio no Brasil
| 2022 | 7375 |
| 2021 | 29484 |
| 2020 | 28960 |
| 2019 | 82905 |
| 2018 | 80329 |
| 2017 | 33962 |
| 2016 | 10290 |
| 2015 | 29324 |
| 2014 | 28641 |
| 2013 | 17939 |
| 2012 | 4282 |
| 2011 | 3537 |
| 2010 | 943 |
A maioria dos pedidos é de cidadãos da Venezuela, com 23.147 solicitações. A vinda de venezuelanos para o Brasil ainda é uma resposta à crise política e econômica que atinge o país vizinho desde o início de 2018. Na sequência vêm Angola com 1962, seguida por Haiti, com 811, e Cuba, com 557.
Solicitações de refúgio por país
| VENEZUELA | 23.147 |
| ANGOLA | 1.962 |
| HAITI | 811 |
| CUBA | 557 |
| CHINA | 350 |
| GANA | 307 |
| BANGLADESH | 261 |
| NIGÉRIA | 249 |
| ÍNDIA | 141 |
| COLÔMBIA | 137 |
| REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO | 17 |
Em 2021, 17 pessoas da República Democrática do Congo solicitaram refúgio o Brasil. A República Democrática do Congo, segundo maior país do continente africano e um dos mais pobres do mundo, é também palco de conflitos praticamente desde que foi criada.
Cerca de 2,5 mil congoleses solicitaram refúgio ao Brasil desde 1999, quando começam os registros do Ministério da Justiça. No ano passado, foram registradas 17 solicitações de congoleses.
A República Democrática do Congo é o país de Moïse Mugenyi Kabagambe – o jovem espancado até a morte no Rio de Janeiro, e que até 1997 era chamado de República do Zaire.
De acordo o sociólogo especialista em migrações africanas Alex Vargem, o caso Moïse é bem emblemático porque revelou um conjunto de situações que se passam com as comunidades africanas e de imigrantes negros no Brasil ao longo das últimas décadas.
Solicitações de Refúgio – República Democrática do Congo
| Ano | Pedidos |
| 2022 | 2 |
| 2021 | 17 |
| 2020 | 37 |
| 2019 | 80 |
| 2018 | 63 |
| 2017 | 145 |
| 2016 | 257 |
| 2015 | 708 (recorde) |
| 2014 | 500 |
| 2013 | 220 |
| 2012 | 86 |
| 2011 | 89 |
| 2010 | 60 |
| 2009 | 62 |
| 2008 | 119 |
| 2007 | 34 |
| 2006 | 55 |
| 2005 | 3 |
| 2004 | 1 |
| 2003 | 10 |
| 2002 | 2 |
| 2000 | 1 |
| 1999 | 2 |
| TOTAL | 2.552 |
O deslocamento de refugiados em 2021, assim como em 2020, foi afetado pelo fechamento de fronteiras e medidas restritivas à circulação de pessoas em diversos países, para reduzir a propagação da Covid-19.
No Brasil, desde o inicio da pandemia, foram publicadas diversas portarias interministeriais que restringiram a circulação e entrada de turistas, migrantes e refugiados. O descumprimento das determinações poderia resultar desde a invalidação do pedido de refugio até a deportação sumária. Está em vigor no país a Portaria 666, publicada em 20 de janeiro deste ano, que exige a apresentação do comprovante de vacinação para quem entrar no país.
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G1
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