Inmet recomenda cuidados devido à queda acentuada da umidade em diversas partes do país

Sabrina Oliveira Publicado em 05/09/2024, às 11h18
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja de baixa umidade que afeta 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, abrangendo grande parte do país. A umidade relativa do ar nesses locais pode variar entre 12% e 20%, um nível considerado perigoso para a saúde. O Inmet também emitiu um alerta amarelo para outros três estados, incluindo o Rio de Janeiro, o Amazonas e o Espírito Santo, onde o risco é considerado potencial, mas ainda preocupante.
Entre os estados com o alerta laranja, estão: Tocantins, Rondônia e Pará, na Região Norte; Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão, no Nordeste; Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste; Minas Gerais e São Paulo, no Sudeste; e o Paraná, no Sul.
A situação tem se tornado cada vez mais crítica, especialmente nas regiões que já enfrentam condições de seca prolongada. Em Brasília, por exemplo, a umidade relativa do ar atingiu 12% nesta quarta-feira, dia 4, o que representa uma leve melhora em relação ao dia anterior, quando o índice chegou a 7%, o mais baixo do ano. Mesmo assim, a capital federal segue com condições climáticas desfavoráveis, e as temperaturas chegaram a 31ºC no início da tarde. Não há previsão de chuvas para os próximos dias, o que pode agravar ainda mais o cenário de baixa umidade.
Diante desse quadro, o Inmet faz uma série de recomendações à população para amenizar os efeitos do clima seco. Entre elas, a principal orientação é que as pessoas bebam bastante água e evitem a prática de atividades físicas e a exposição ao sol durante os horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h. Além disso, é importante utilizar hidratantes e umidificadores de ar para minimizar o impacto da baixa umidade no organismo. Outra dica fundamental é manter os ambientes bem ventilados e, quando possível, umedecer o ar com toalhas molhadas ou recipientes com água.
A baixa umidade do ar pode causar uma série de problemas de saúde, principalmente respiratórios, e agravar doenças preexistentes, como asma e bronquite. Os especialistas também alertam para os riscos de desidratação e irritação nos olhos e na pele. Dessa forma, a atenção deve ser redobrada, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com condições de saúde mais vulneráveis.
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