Diário de São Paulo
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AVC: o inimigo silencioso que sobrecarrega hospitais brasileiros

No Brasil, uma pessoa morre a cada 6,5 minutos por derrame cerebral; entre 2019 e 2024, mais de 85 mil internações custaram R$ 910 milhões ao SUS

AVC provoca milhares de internações e mortes no país - Imagem: Reprodução
AVC provoca milhares de internações e mortes no país - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 19/10/2025, às 19h48


O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, segue entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Segundo levantamento da consultoria Planisa, uma pessoa morre de AVC a cada 6,5 minutos no país.

Entre 2019 e setembro de 2024, o sistema de saúde brasileiro (SUS), registrou 85.839 internações por AVC, com permanência média de 7,9 dias por paciente, totalizando mais de 680 mil diárias hospitalares. Desse total, 25% ocorreram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias.

O custo acumulado neste período chegou a R$ 910,3 milhões, sendo R$ 417,9 milhões em diárias de UTI e R$ 492,4 milhões em internações convencionais. Apenas em 2024, até setembro, os gastos ultrapassaram R$ 197 milhões.

Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances de recuperação

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC ocorre quando vasos sanguíneos que irrigam o cérebro se rompem ou ficam obstruídos, provocando a paralisia das regiões afetadas. O quadro é mais comum em homens, e o diagnóstico rápido é fundamental para aumentar as chances de recuperação.

Entre os principais sintomas estão confusão mental, dificuldade na fala e na compreensão, perda súbita da visão, dor de cabeça intensa sem causa aparente, tontura, desequilíbrio, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo. O exame mais utilizado para identificar o tipo de AVC é a tomografia computadorizada de crânio, que diferencia o AVC isquêmico (por obstrução) do hemorrágico (por rompimento de vasos).

O Ministério da Saúde reforça que o atendimento imediato é crucial: quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas permanentes.

Os fatores de risco citados pela pasta incluem hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso e obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, idade avançada, sedentarismo, uso de drogas ilícitas e histórico familiar.


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