O remédio que Adrian Emanuel Goy deve tomar para viver foi avaliado em milhões de reais

Vitória Tedeschi Publicado em 06/12/2022, às 16h08
Com apenas 1 ano de vida, Adrian Emanuel Goy morou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Casa em Cuiabá desde o diagnóstico da doença rara Atrofia Muscular Espinhal tipo 1 (AME), quando tinha 4 meses. Finalmente, após 8 meses, ele voltou para casa.
De acordo com a mãe, Geyzirrana Vitória Gois Bay, de 21 anos, Adrian, que viveu a maior parte da vida na UTI, precisa tomar o remédio mais caro do mundo, avaliado em cerca de R$ 7 milhões, e que deve ser administrado até os 2 anos de vida.
A alta aconteceu, pois a família conseguiu uma autorização do plano de saúde para seguir os cuidados de casa (home care) e aguarda, agora, que o governo federal compre o remédio, chamado Zolgensma, conforme decisão judicial.
"Achamos que íamos sair do hospital só no ano que vem. Foi intenso esse momento, com várias emoções, de alegria, medo e gratidão. Agora, também vou poder ver meu outro filho, de 5 anos", afirmou ao g1.
Agora, a família passa por uma nova fase do tratamento de Adrian com o acompanhamento médico em casa.
"Não vai ser fácil e nossa luta não acaba aqui, mas sei que Deus sempre vai estar com a gente", disse.
A mãe também revelou ao g1 que percebeu que algo estava errado quando o filho tinha 2 meses de vida: "Ele não respirava bem e tinha dificuldade para firmar o corpinho". Foi quando uma pediatra, já desconfiando da doença, encaminhou a criança para Cuiabá.
O processo de descoberta se estendeu por mais dois meses até sair o resultado. Nesse tempo, a criança já estava internada. Para a dor do pequeno e dos pais, a AME foi o diagnóstico final.
Desde então, Adrian enfrenta uma luta diária para continuar vivo. A mãe contou ainda que ele já precisou ser entubado, contraiu infecções graves, já teve duas paradas cardiorrespiratórias e, por último, passou por uma traqueostomia.
De acordo com o portal de saúde do Governo Federal, a Atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.
Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas.
A atrofia afeta pessoas de diferentes faixas etárias – recém nascidos, crianças, adolescentes e adultos. Os bebês podem desenvolver a AME em estágio precoce e essa é uma das piores fases, segundo o Ministério da Saúde, pois impossibilita as funções básicas.
Leia também

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Detran-SP registra quase 500 mil multas por atraso na transferência de veículos

Frente fria muda o tempo e derruba as temperaturas em São Paulo

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Deputado do PT usa R$ 409 mil de verba da Alesp para alugar imóvel de assessora do próprio gabinete

Whindersson se desculpa com Luísa Sonza após piada polêmica

Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 4.490

Gabi Martins rebate críticas por se filmar chorando após morte de padrinho

Ana Castela dá resposta afiada após crítica sobre seu corpo e viraliza na web

Luana Piovani admite que fuma maconha na frente dos filhos