Após mais de 22h de espera, a paciente Rosana da Silva que estava desde à tarde de sexta-feira (8) a espera de uma vaga de internação com um diagnóstico de

Redação Publicado em 09/09/2017, às 00h00 - Atualizado às 22h35
Após mais de 22h de espera, a paciente Rosana da Silva que estava desde à tarde de sexta-feira (8) a espera de uma vaga de internação com um diagnóstico de meningite bacteriana conseguiu a transferência para Hospital Estadual em Bauru (SP). A família chegou a procurar a defensoria pública.
Segundo os familiares, ela deu entrada no hospital por volta das 14h30. O pedido de internação foi feito pelos médicos da Unidade de Pronto-atendimento do Jardim Bela Vista, onde Rosana recebeu o atendimento e ficou internada em uma sala de isolamento improvisada. No pedido, eles ressaltam que a unidade não possui recursos para atender a paciente com esse diagnóstico.
Um documento entregue pela assistente social da UPA à família comprova a urgência do caso. Apesar do pedido de urgência feito à Central de Regulação de Vagas (Cross), ele foi inicialmente negado.

Após mais 22h de espera mulher com meningite é transferida para hospital
O Hospital Estadual respondeu que não tinha vaga disponível. Já o Hospital de Base disse que além da vaga de internação, também não tinha infectologista ou leito de isolamento para receber a paciente.
Diante da demora em conseguir a internação, a família foi até a defensoria pública que entrou com pedido de liminar solicitando à Justiça uma vaga com urgência. O pedido deveria ser atendido em até 24h, o que foi cumprido.
Além de toda essa espera, o que também revoltou a família é que Rosana estava em uma maca sem proteção e teria caído no chão quando estava no isolada na UPA e os enfermeiros teriam demorado para prestar ajuda.
“A cama não tem nenhuma proteção lateral e ao ela se mexer, caiu no chão, o filho dela que está acompanhando teve que gritar, chamar o irmão para ajudar a levantá-la. Eu não sei se as enfermeiras tem medo de entrar no isolamento, porque é uma doença que precisa de cuidados especiais”, afirma o marido da paciente, Roberto Valentim.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que as enfermeiras não entraram imediatamente porque estavam sem máscaras e que foi o tempo só de pegar o material para fazer o socorro, o que teria levado segundos.
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