Os gastos da viagem foram compostos apenas por diárias e hospedagens da comitiva, sem incluir passagens aéreas e combustível das aeronaves oficiais

Marina Roveda Publicado em 09/05/2023, às 08h25
Uma viagem de três dias feita pelo presidente brasileiro Luis Inácio Lulada Silva e sua delegação para a Chinano mês passado custou pelo menos R$5,5 milhões aos cofres públicos. A informação foi obtida pela Jovem Pan através de um pedido de informação pela Lei de Acesso à Informação e ainda está sendo consolidada devido ao adiamento da visita de 25 de março para 11 de abril, devido à saúde do ex-presidente. De acordo com o Itamaraty, os custos de hospedagem ainda estão sendo negociados e terão impacto no valor final - os custos com combustível de aeronaves oficiais e passagens aéreas não foram informados. Lula embarcou em 11 de abril, com destino a Xangai. No dia 13, ele foi para a capital Pequim e retornou ao Brasil em 16 de abril, fazendo uma parada em Abu Dhabi. Os gastos obtidos não consideram o que o governo pagou pela viagem ao país árabe.
O custo original da hospedagem havia sido calculado em $226,6 mil. Após o adiamento, a Divisão de Pagamento do Ministério das Relações Exteriores comprometeu mais $163,3 mil. O total de $389,9 mil equivale a quase R$2 milhões, seguindo a taxa de câmbio de 11 de abril. Parte desse custo extra se deve a despesas como a chamada Equipe Avançada (Escav), composta por pessoal de segurança, cerimonialistas e outros funcionários. O grupo de cerca de 30 pessoas é responsável pelas preparações para compromissos presidenciais fora do Brasil. Devido ao adiamento da viagem, a Escav teve que ser enviada duas vezes.
Para as equipes que viajaram em março e abril, mais de R$1 milhão foi comprometido em despesas diárias: R$717,6 mil (março) e R$291,4 mil (abril), além de mais R$70 mil, até agora, para as despesas diárias das delegações presidenciais e de apoio que viajaram com o presidente Lula em 11 de abril. O governo também pagou R$950,8 mil para aluguel de veículos para as viagens das equipes em Pequim e Xangai.
Na lista de despesas, há um registro de pagamento de R$651,1 mil para o aluguel de salas de apoio durante a visita a Xangaie mais R$206,6 mil para "aluguel e montagem de salas de escritório de apoio". Não há descrição do motivo do aluguel dos espaços ou da localização exata ou quantidade de salas. O governo também gastou R$402,4 mil para contratar intérpretes e R$16,8 mil para alugar um veículo e contratar um intérprete para a Ministra Luciana Santos.
Entre outros custos estão R$129,5 mil para cobrir o serviço de catering para um coquetel, R$79 mil para "reforçar a porção regular de manutenção para pagamento de serviços ocasionais" e R$26 mil para a compra de equipamentos de fone de ouvido e sistemas de áudio redundantes durante a visita da delegação a Xangai.
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