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Eleições 2026

União Brasil e PP devem ficar fora da campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto

Atritos entre dirigentes da federação e o senador do PL, além da pressão de lideranças regionais por neutralidade, afastam apoio nacional à pré-candidatura presidencial.

União Brasil e Progressistas indicam que devem manter neutralidade na disputa presidencial, afastando apoio nacional à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. - Imagem: Pablo Porciuncula / AFP
União Brasil e Progressistas indicam que devem manter neutralidade na disputa presidencial, afastando apoio nacional à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. - Imagem: Pablo Porciuncula / AFP

Redação Publicado em 10/07/2026, às 15h04


A federação entre Progressistas e União Brasil não deve apoiar oficialmente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência em 2026, optando por uma posição de neutralidade que permite decisões estaduais autônomas.

Essa decisão é resultado de desgastes recentes entre Flávio e lideranças da federação, além de pressões de parlamentares, especialmente do Nordeste, que buscam preservar alianças regionais em um cenário político complexo.

Embora a federação não formalize apoio a Flávio, em São Paulo, o Progressistas deve aliar-se a ele para fortalecer a candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, refletindo uma estratégia que busca equilibrar interesses locais e nacionais.

A federação formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil caminha para não apoiar oficialmente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. A tendência é que a União Progressista mantenha uma posição de neutralidade na disputa nacional, permitindo que seus diretórios estaduais decidam livremente quais candidaturas apoiar em cada estado.

Nos bastidores, dirigentes das duas legendas avaliam que a decisão foi influenciada por uma série de desgastes acumulados nos últimos meses entre o senador e lideranças da federação. O cenário também reflete a pressão de parlamentares e dirigentes estaduais, principalmente do Nordeste, que defendem maior autonomia para preservar alianças regionais.

Entre os episódios que ampliaram o distanciamento está a investigação envolvendo o presidente do PP, senador Ciro Nogueira. Integrantes da legenda afirmam que havia expectativa de uma manifestação pública de solidariedade por parte de Flávio Bolsonaro, o que acabou não ocorrendo.

Outro fator citado por dirigentes foi a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), aliado político de Flávio no Rio de Janeiro. Após a operação da Polícia Federal que resultou na prisão de Canella, dirigentes do União Brasil também esperavam um posicionamento público do senador em defesa do aliado, o que igualmente não aconteceu.

Além dos episódios recentes, lideranças estaduais argumentam que um alinhamento nacional ao candidato do PL poderia gerar desgaste eleitoral em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém índices elevados de aprovação e influência política. A avaliação interna é que preservar a neutralidade amplia a liberdade de articulação das bancadas locais.

Apesar da tendência de não formalizar apoio à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, a estratégia da federação não será uniforme em todo o país. Em São Paulo, por exemplo, o Progressistas deve caminhar ao lado do senador para fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado Federal.

Dirigentes do partido avaliam que o apoio de Flávio poderá contribuir para impulsionar a campanha de Derrite, enquanto outra vaga da direita ao Senado deverá ser ocupada pelo deputado André do Prado (PL), apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A definição da postura nacional da federação ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, quando partidos buscam equilibrar estratégias nacionais e interesses regionais em um cenário político ainda em consolidação.


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