O autor da lei que proíbe a caça ao javali, deputado estadual Roberto Trípoli (PV) está preocupado com as ameaças à sua lei. O deputado Carlão Pignatari

Redação Publicado em 12/07/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h17
O autor da lei que proíbe a caça ao javali, deputado estadual Roberto Trípoli (PV) está preocupado com as ameaças à sua lei. O deputado Carlão Pignatari (PSDB), em vídeo, já anunciou que vai tentar garantir a matança dos animais. Pignatari diz que o javali é prejudicial à lavoura. Trípoli tem insistido na importância da proibição do abate. Há suspeitas sobre a ação de agricultores que estariam espalhando a espécie por várias regiões.
Em seu perfil no Facebook, Roberto Trípoli tem postado mensagens e vídeos com teor de apelo ao apoio à sua lei. “A nova lei precisa de apoio, pois vem sendo ameaçada por todos os lados.”, afirma. De olho nas ações do tucano Pignatari, Roberto Trípoli alerta: “E se perdermos essa lei, por força de uma liminar por exemplo, os reflexos serão extremamente nefastos para o país e para a biodiversidade como um todo”, diz.
Para Trípoli, a matança tem sido um problema. Há suspeitas sobre a ação de agricultores que estariam espalhando a espécie em várias regiões. Esses agricultores estariam agindo para a procriação dos animais, para depois fazer a caça. Para Roberto Trípoli, a lei precisa ser mantida para servir de exemplo ao Brasil. “Afinal, São Paulo é um grande espelho para o Brasil, e São Paulo deve continuar dizendo não à caça, o que não impede o controle de espécies exóticas invasoras, de forma que não envolva crueldade e nem ameace outras espécies”, diz.
RURALISTAS – A Sociedade Rural Brasileira (SRB) estuda entrar com uma ação judicial contra a medida, pois entende que o governador Márcio França desconsidera os riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à atividade agropecuária causados por espécies invasoras como os Javalis. Segundo a entidade, a lei impossibilita a caça de javalis como forma de manejo, o que representa uma grande ameaça econômica e ambiental ao Estado.
“A iniciativa inviabiliza o controle da população de javalis, espécie de porco selvagem considerada invasora no Brasil, responsável por grande desequilíbrio ambiental e transmissora da febre aftosa”, diz o grupo em nota.
A SRB afirma ainda que “a entidade repudia a decisão do governador e lamenta que representantes do poder legislativo cedam a pressões ideológicas de grupos sem compromisso com a realidade do setor e com os anseios da sociedade”. Quem violar a lei estará sujeito a multas que podem ir de R$ 3 mil a R$ 12 mil.
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