Diário de São Paulo
Siga-nos

STF mantém prisão de "Careca do INSS" e empresário por fraudes na Previdência

Segunda Turma da Corte formou maioria para manter medidas cautelares; investigação aponta desvios de milhões de aposentados e pensionistas

Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é acusado de facilitar esquema de fraudes - Imagem: Reprodução
Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é acusado de facilitar esquema de fraudes - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 28/09/2025, às 18h49


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste domingo (28), por maioria de votos, manter as prisões preventivas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti. A decisão é parte do julgamento sobre um esquema de desvios de recursos de aposentados e pensionistas.

Votaram pela manutenção das prisões os ministros Nunes Marques, Edson Fachin e André Mendonça.
O julgamento teve início na sexta-feira (26) no plenário virtual da Segunda Turma, onde os magistrados podem registrar seus votos até 3 de outubro. O ministro Gilmar Mendes se declarou impedido de julgar o caso.

Atualmente, a Segunda Turma do STF é formada por André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin e Nunes Marques.

PF aponta Careca do INSS como facilitador da fraude

Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é apontado pelas investigações como facilitador do esquema de fraude que desviou recursos de aposentados e pensionistas.

Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas a ele atuavam como intermediárias financeiras, recebendo dinheiro de associações de beneficiários do INSS envolvidas na fraude. De acordo com a PF, Antunes recebeu R$ 53 milhões dessas associações, e as empresas dele teriam repassado mais de R$ 9 milhões a pessoas ligadas ao INSS ou às associações investigadas.

Maurício Camisotti, por sua vez, é acusado de ser sócio oculto de uma dessas associações e de se beneficiar das irregularidades, recebendo recursos desviados do sistema previdenciário.

A manutenção das prisões reforça a cautela da Justiça diante da gravidade das suspeitas, que envolvem desvios de recursos públicos destinados à Previdência Social.


últimas notícias