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Antônio 'Careca do INSS' se defende de acusações e promete provas à Polícia Federal

Relator da CPMI contesta declarações de Antunes, destacando fraudes e a necessidade de esclarecer serviços prestados

Relator da CPMI contesta declarações de Antunes, destacando fraudes e a necessidade de esclarecer serviços prestados - Imagem: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil
Relator da CPMI contesta declarações de Antunes, destacando fraudes e a necessidade de esclarecer serviços prestados - Imagem: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 25/09/2025, às 19h05


Na última quinta-feira (25), Antônio Carlos Camilo Antunes, popularmente conhecido como "Careca do INSS", anunciou sua intenção de entregar à Polícia Federalum conjunto extenso de documentos que, segundo ele, demonstram a legalidade dos serviços prestados por sua empresa, Prospect, a entidades associativas. Essas associações são investigadas por supostamente cobrarem mensalidades de forma irregular de aposentados e pensionistas.

Antunes, que é considerado uma figura-chave em um esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários pelo INSS, está sob custódia preventiva desde o dia 12 deste mês. Ele compareceu ao Congresso Nacional para depor perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, onde seu depoimento ainda estava em andamento sem previsão de término.

Durante sua apresentação, o empresário fez uma leitura inicial onde reafirmou sua inocência e se comprometeu a apresentar provas que evidenciem que sua atuação se restringia à consultoria empresarial oferecida às associações contratantes. "Os serviços prestados tinham como beneficiários finais os próprios associados, aposentados que se beneficiavam das atividades realizadas", declarou Antunes, anunciando que seus advogados irão entregar mais de 180 gigabytes de dados à PF nos próximos dias, totalizando mais de 18 milhões de documentos.

O empresário afirmou ainda que as provas demonstrarão que ele não teve responsabilidade no recrutamento de associados nem na manipulação dos dados para descontos das mensalidades associativas nos benefícios do INSS. "Os serviços oferecidos pela Prospect incluíam apólices de seguro funeral e acesso a um clube de benefícios com empresas parceiras, entre outros", detalhou Antunes, alegando ser alvo de "narrativas falsas" que visam prejudicá-lo e distorcer os fatos.

Antunes reiterou sua posição, sustentando que nunca participou da manipulação dos sistemas do INSS ou incentivou aposentados a se associarem às entidades, as quais possuíam autorização do INSS para realizar cobranças diretamente dos benefícios previdenciários. Embora reconheça a possibilidade de irregularidades nos descontos, ele atribui a responsabilidade às associações contratantes.

Em seu encerramento inicial, o empresário manifestou disposição para responder às perguntas da CPMI, contanto que sejam feitas com respeito e ética. No entanto, antecipou que não responderia às indagações do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União/AL), citando que o relator já o havia julgado previamente sem oportunidade para defesa.

O relator da comissão utilizou seu tempo para refutar as declarações de Antunes, apontando que ele e seus sócios estavam diretamente envolvidos nas fraudes e destacando a magnitude dos valores retirados dos aposentados e pensionistas. O deputado enfatizou a necessidade de esclarecer os serviços prestados pelas empresas associativas mencionadas.

No intervalo das discussões, o vice-presidente da comissão, deputado Duarte Jr (PSB-MA), comentou sobre as alegações do empresário e ressaltou a importância de elucidar os serviços prestados pela Prospect e a ausência de relações empregatícias claras dentro das empresas envolvidas.


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