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Sergio Moro tenta reverter decisão do STF sobre denúncia de calúnia

Ministra Cármen Lúcia afirma que embargos visam rediscutir matéria já analisada, não esclarecendo pontos obscuros

Ministra Cármen Lúcia afirma que embargos visam rediscutir matéria já analisada, não esclarecendo pontos obscuros - Imagem: Reprodução / Wilson Dias / Agência Brasil
Ministra Cármen Lúcia afirma que embargos visam rediscutir matéria já analisada, não esclarecendo pontos obscuros - Imagem: Reprodução / Wilson Dias / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 04/10/2025, às 16h03


No contexto jurídico atual, Sergio Moro enfrenta a tentativa de reverter uma decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em junho de 2024. A decisão refere-se ao recebimento de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o ex-juiz de calúnia.

O julgamento está sendo realizado no plenário virtual do STF, um formato em que os ministros expressam seus votos por meio de uma plataforma online, sem a realização de debates presenciais. Até o momento, os votos dos ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin ainda estão pendentes.

A defesa de Moro apresentou um "embargo de declaração", um tipo de recurso que visa esclarecer ou questionar pontos específicos da decisão, mas não tem o objetivo de reverter o mérito da mesma.

Entretanto, os ministros decidiram rejeitar esse recurso com base em argumentos processuais. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, destacou que "a pretensão do embargante é rediscutir matéria já analisada".

Cármen Lúcia argumentou: "Não há omissão na decisão embargada. A via recursal escolhida não se presta para renovação de julgamento que se efetivou regularmente". Ela ainda acrescentou que a análise do recurso revela que a intenção não é esclarecer pontos obscuros ou corrigir erros materiais, mas sim modificar o conteúdo do julgamento para favorecer a tese defendida por Moro.

A denúncia teve origem em um vídeo amplamente disseminado nas redes sociais em abril de 2023, no qual Sergio Moro afirma: "Não, isso é fiança, instituto... pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes". Embora tenha se desculpado pela declaração, a defesa argumenta que se tratou de uma "brincadeira infeliz" e ressalta que Moro não foi responsável pela edição e disseminação do vídeo. Vale destacar que a gravação ocorreu antes de sua posse como senador; no entanto, os ministros do STF determinaram que, como a divulgação aconteceu durante o exercício do mandato, a Corte tem jurisdição sobre o caso.

O recebimento da denúncia marca o início do processo criminal contra Moro. Até o momento, não há uma data definida para o julgamento do mérito da ação.


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