Medida Provisória aprovada concede 9% de aumento aos militares, com impacto orçamentário de R$ 5,3 bilhões até 2026

William Oliveira Publicado em 17/07/2025, às 11h25
Na noite de quarta-feira (16), o Senado Federal aprovou a Medida Provisória que concede um reajuste de 9% aos militares das Forças Armadas. O texto segue agora para promulgação pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
Proposto pelo governo em março, o aumento foi resultado de negociações entre o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida prevê a aplicação do reajuste em duas etapas: a primeira, de 4,5%, já está em vigor desde abril; a segunda está prevista para janeiro de 2026.
Com a correção, o salário dos recrutas e soldados sobe de R$ 1.078 para R$ 1.127, chegando a R$ 1.177 em 2026. Já as remunerações das patentes mais altas, como almirante de esquadra, general de Exército e tenente-brigadeiro, passam de R$ 13.471 para R$ 14.077, com previsão de alcançar R$ 14.711 no próximo ano.
A medida beneficia cerca de 740 mil militares, incluindo ativos, reservistas e pensionistas. Segundo o governo federal, o reajuste visa corrigir a defasagem salarial causada pela inflação acumulada nos últimos anos.
O impacto no orçamento é estimado em R$ 3 bilhões em 2025 e R$ 5,3 bilhões até 2026.
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