O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (1º) que o eleitorado cresceu neste ano em relação a 2014, mas que caiu o número de jovens

Redação Publicado em 01/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 15h44
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (1º) que o eleitorado cresceu neste ano em relação a 2014, mas que caiu o número de jovens eleitores (de 16 e 17 anos).
Na eleição de outubro, os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais (ou distritais, no caso do Distrito Federal).
De acordo com o TSE, o número de eleitores cresceu 3,14% – nas eleições de 2014 eram 142.822.046 e agora 147.302.354.
O número de jovens eleitores, porém, caiu 14,53% – em 2014, eram 1.638.751 e neste ano serão 1.400.617.
Segundo dados do TSE, os jovens de 16 e 17 anos representam 0,95% do eleitorado brasileiro.
Os técnicos explicaram também que a população de 16 e 17 anos conforme o IBGE em 2014 era de 7.024.770, quando 1.638.751 era eleitores – 23% dos jovens optaram por tirar o título.
Neste ano, a população dessa faixa etária é de 6.489.062 e 1.400.617 tiraram o título – 21% dos jovens nessa faixa etária.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, durante divulgação do perfil do eleitor (Foto: Roberto Jayme/ASCOM/TSE)
Antes da divulgação dos dados, o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, deu uma declaração sobre os dados e chamou de “avanço” o número de eleitores cadastrados com a biometria e o nome social de transexuais impresso no título.
O TSE divulgou que 6.280 eleitores transexuais e travestis terão nome impresso no título – é a primeira vez que isso acontece na eleição. O maior número de pedidos foi feito em São Paulo, 1.805. Cinco eleitores optaram por um nome social no exterior.
Luiz Fux elogiou o trabalho da imprensa profissional para se combater as fake news. A gestão dele se encerra no próximo dia 14, quando a ministra Rosa Weber assumirá a presidência do tribunal.
“Chego ao fim da gestão com sensação de dever cumprido, mas me ficou muito patente que democracia e eleição só convivem bem quando temos um excelente jornalismo, como temos no Brasil”, afirmou o ministro.
Outro dado apresentado pelo TSE foi a evolução do cadastro de eleitores pela identificação biométrica. Ao todo, 50,03% dos eleitores foram cadastrados, o que representa 73.688.208 com biometria.
Em 2014, eram 21.677.955 eleitores – 15,18% cadastrados – um avanço de 239% em quatro anos. A meta é chegar a 100% em 2022, segundo o TSE.
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