Medidas visam proteger integridade do processo eleitoral e combater disseminação de desinformação

Marina Milani Publicado em 28/02/2024, às 07h56
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma decisão unânime nesta terça-feira (27), aprovando diretrizes para regulamentar o uso de inteligência artificial durante as eleições municipais que se aproximam. Essas medidas têm como objetivo fornecer um conjunto de regras para orientar partidos políticos, candidatos e também o Judiciário, visando garantir a transparência e a lisura do processo democrático.
A ministra Cármen Lúcia, relatora das novas normas, destacou que vivemos em uma era em que o "cabresto" se tornou virtual, alertando para os perigos que o acesso irrestrito ao conteúdo digital pode representar, podendo comprometer a liberdade de escolha dos eleitores.
Uma das principais diretrizes estabelecidas é a proibição da manipulação de conteúdo falso, conhecido como "deepfake", que visa criar ou substituir imagens ou vozes de candidatos com o intuito de prejudicar ou beneficiar determinadas candidaturas. Além disso, o uso de chatbots e avatares será restringido, evitando a intermediação da comunicação das campanhas com indivíduos reais.
Essas medidas têm como objetivo proteger o processo eleitoral de possíveis manipulações através da inteligência artificial, impedindo a disseminação de informações falsas que possam influenciar negativamente a escolha dos eleitores.
Além das regras relacionadas ao uso de inteligência artificial, o TSE também aprovou outras resoluções para garantir a lisura das eleições municipais.
Nas redes sociais, as empresas responsáveis serão obrigadas a adotar medidas para combater a circulação de notícias falsas ou fora de contexto, bem como remover conteúdos antidemocráticos ou com discurso de ódio.
A restrição para o porte de armas e munições foi estabelecida entre as 48 horas que antecedem o dia das eleições e as 24 horas após o término do pleito. Além disso, os municípios serão responsáveis por disponibilizar transporte no dia da votação, garantindo o acesso dos eleitores às urnas.
Personalidades públicas poderão manifestar apoio a candidaturas de forma gratuita e voluntária, desde que estejam em conformidade com as leis eleitorais. Por fim, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) deverá ter suas informações divulgadas pelos partidos em suas páginas na internet, incluindo o valor total recebido e os critérios para distribuição entre os candidatos.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

Falso assalto termina com dois funcionários baleados por policial de folga na Zona Leste de São Paulo

São Paulo registra madrugada mais fria do ano e cidade aciona plano de proteção contra baixas temperaturas

Mulher denuncia falha em exame toxicológico para CNH após ter parte do cabelo raspada na Paraíba

Nikolas reage à decisão de Moraes e diz que chegou a hora de "não obedecer tirano"

Governo federal reajusta tarifas de aeroportos de SP, incluindo Guarulhos e Viracopos

Jornal afirma que ex-presidente do Irã está em prisão domiciliar por suspeita de ligação com Israel

Empresário da "Picanha do Bolsonaro" divulga vídeo após denúncia e caso segue sob investigação da Polícia Civil