Ministro do Trabalho reafirma oposição à jornada 6 por 1 e destaca a importância das manifestações populares

Gabriela Thier Publicado em 25/09/2025, às 15h55
Na última quinta-feira (25), o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reafirmou sua posição contrária à escala de trabalho 6 por 1 durante uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, veiculado pelo Canal Gov. O ministro enfatizou a importância das manifestações populares para pressionar mudanças legislativas, citando como exemplo a mobilização que levou ao arquivamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem.
Marinho classificou a jornada de trabalho 6 por 1 como "a mais cruel das escalas", ressaltando que essa configuração oferece aos trabalhadores apenas um dia de descanso semanal. Ele fez referência a diversos países, como França, Alemanha, Dinamarca, Bélgica, Holanda e Islândia, que já implementaram jornadas de trabalho inferiores às 44 horas semanais ou aboliram a escala 6 por 1.
O ministro também sugeriu que os cidadãos monitorem as posições dos parlamentares em relação a esta questão no Congresso Nacional, destacando a importância de escolher bem os representantes nas próximas eleições. "A escala 6 por 1 é especialmente prejudicial para as mulheres", afirmou Marinho, fazendo um apelo pela renovação dos mandatos.
"O governo brasileiro espera um desfecho positivo quanto à proposta de redução da jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem comprometer a economia. Essa jornada é especialmente dura para as mulheres e para os jovens, que têm se manifestado contra esse modelo", acrescentou o ministro.
A proposta que visa alterar a escala 6 por 1 está atualmente sob análise no Congresso Nacional. Marinho observou que a casa legislativa frequentemente prioriza outras questões que não favorecem os trabalhadores.
O ministro expressou esperança de que as mobilizações sociais continuem a ocorrer, assim como as manifestações contrárias à anistia e à blindagem de parlamentares. "É crucial manter a pressão popular, pois deixar o parlamento sem vigilância resulta em prejuízos para a classe trabalhadora. O Congresso só tomará medidas eficazes com forte pressão da sociedade", afirmou.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação

CPTM amplia pagamento de bilhetes via Pix para todas as estações do sistema

Josh Grisetti, estrela de musicais da Broadway, morre aos 44 anos

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada