Diário de São Paulo
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Acusações da Casa Branca

Trump volta a acusar China de interferência na eleição de 2020 e recebe resposta de Pequim

Casa Branca divulgou novos documentos sobre supostas falhas no sistema eleitoral americano, enquanto governo chinês negou qualquer participação no processo

Governo Trump reforça alegações sobre eleição de 2020 e recebe resposta da China - Imagem: Reprodução/Thomas Peter/REUTERS
Governo Trump reforça alegações sobre eleição de 2020 e recebe resposta da China - Imagem: Reprodução/Thomas Peter/REUTERS

Julio Cezar Souza Publicado em 17/07/2026, às 10h26


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que a China interferiu nas eleições presidenciais de 2020, vencidas pelo democrata Joe Biden. As declarações foram acompanhadas da divulgação, pela Casa Branca, de uma página dedicada à integridade eleitoral, reunindo documentos de inteligência e alegações sobre supostas vulnerabilidades no sistema de votação americano.

Segundo o governo americano, autoridades chinesas teriam obtido ilegalmente cerca de 220 milhões de registros de eleitores antes da eleição de 2020. De acordo com a Casa Branca, os dados incluiriam nomes, endereços, telefones, filiação partidária e outras informações utilizadas no cadastro eleitoral, que poderiam ser exploradas para atividades consideradas ilícitas.

O material divulgado também afirma que uma análise do Departamento de Segurança Interna identificou aproximadamente 278 mil pessoas sem cidadania americana registradas para votar em eleições federais. A administração Trump sustenta que o número pode ser ainda maior porque alguns estados não compartilharam seus bancos de dados eleitorais com o governo federal.

Na publicação, a Casa Branca também afirma que governos estrangeiros possuem acesso a registros de eleitores americanos e que sistemas de votação estariam vulneráveis a ataques cibernéticos. O governo defende mudanças na legislação eleitoral, incluindo a exigência de documento de identificação para votação, comprovação de cidadania e regras mais rígidas para o voto pelo correio.

As acusações retomam alegações feitas por Trump desde o resultado das eleições de 2020. Na época, auditorias, recontagens de votos, decisões judiciais e investigações conduzidas por autoridades estaduais e federais concluíram que não foram encontradas evidências de fraude em escala suficiente para alterar o resultado do pleito.

As alegações também serviram de base para a mobilização de apoiadores do então presidente, culminando na invasão do Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021, durante a sessão que certificava a vitória de Joe Biden. O episódio resultou na interrupção temporária dos trabalhos do Congresso e em centenas de processos criminais contra os envolvidos.

China rejeita acusações

O governo chinês respondeu às declarações nesta sexta-feira (17) e negou qualquer interferência nas eleições americanas.

Em nota divulgada pela embaixada da China em Washington, o país afirmou que nunca participou nem pretende participar do processo eleitoral dos Estados Unidos.

"A China nunca interferiu e jamais interferirá nas eleições presidenciais dos EUA", declarou a representação diplomática.

A resposta foi divulgada após a Casa Branca reiterar a acusação de que autoridades chinesas teriam obtido milhões de registros de eleitores americanos antes da disputa presidencial de 2020. O governo dos Estados Unidos sustenta que os dados poderiam ser utilizados para atividades ilícitas, enquanto Pequim nega qualquer envolvimento nas alegações apresentadas pela administração Trump.


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