Diário de São Paulo
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MORTE MISTERIOSA

Câmeras flagram advogado carioca com desconhecido momentos antes de ser encontrado morto em SP

Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, entrou em uma adega da Vila Madalena acompanhado de um homem ainda não identificado; corpo foi achado sem vida 40 minutos depois

Polícia Civil investiga testemunhas e registros de Uber para entender os últimos momentos do advogado - Imagem: Reprodução/Camera de Segurança
Polícia Civil investiga testemunhas e registros de Uber para entender os últimos momentos do advogado - Imagem: Reprodução/Camera de Segurança

Letícia Sales Publicado em 17/07/2026, às 08h24


Um novo capítulo se abre no caso da morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos. Câmeras de segurança mostram o momento em que ele entra em uma adega na Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, em São Paulo, às 2h50 da última sexta-feira (10), acompanhado de um homem de boné branco cuja identidade a polícia ainda não conseguiu confirmar.

Cerca de 40 minutos após deixar o estabelecimento, Pedro foi encontrado caído a poucas quadras dali, já sem vida. A Polícia Civil apurou que houve compras feitas com o cartão do advogado no local, mas o homem que o acompanhava nas imagens não é o mesmo amigo com quem ele havia saído horas antes para assistir aos jogos da Copa do Mundo em bares da região.

Encontrado sem sinais de violência

O corpo foi localizado por volta das 4h na calçada da Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros. Testemunhas relataram à polícia que o homem caminhava pela via já aparentando passar mal, até se ajoelhar, deitar no chão e vomitar. Quando o Samu chegou ao local, constatou que ele estava com as pupilas dilatadas e não apresentava lesões aparentes.

Como Pedro não portava documentos no momento, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de identificação, além dos laudos necroscópico e toxicológico — que devem ficar prontos em até três semanas e devem apontar a causa da morte e se houve ingestão de alguma substância antes do mal-estar.

Quatro dias de buscas

A família só teve a confirmação da identidade na última terça-feira (14), após exame papiloscópico realizado pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) — quatro dias depois de Pedro ser dado como desaparecido.

O boletim de ocorrência, registrado pela irmã do advogado, reconstitui os últimos passos dele antes de sumir. Por volta de 0h30, Pedro e o amigo com quem estava embarcaram em um Uber Black na Vila Madalena com destino a Moema, onde o amigo desceu. A corrida foi encerrada às 0h48, e o plano era que Pedro seguisse sozinho, em outro carro por aplicativo, até o Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia. O amigo, no entanto, disse não saber se ele chegou a solicitar essa nova corrida.

A última atividade registrada no celular do advogado foi uma visualização no WhatsApp às 5h daquela sexta-feira. Depois disso, ele não voltou ao hotel nem respondeu a familiares e amigos.

A dor da família

Diante da falta de respostas, os parentes de Pedro pediram à Polícia Civil acesso aos registros da Uber para tentar reconstituir seu trajeto naquela madrugada. Ao g1, o irmão do advogado admitiu que a família ainda não tem explicações para o ocorrido. "Não sabemos ainda o que aconteceu, se teve mal súbito, o que houve. Vamos ter que esperar", disse.

Enquanto os laudos não saem, a Polícia Civil também pretende ouvir testemunhas que viram Pedro passar mal na calçada momentos antes de morrer.


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