Presidente brasileiro discursa na terça (17), no encerramento da cúpula marcada por debates sobre energia, economia e tensões geopolíticas

Lívia Gennari Publicado em 15/06/2025, às 13h28
A cidade de Kananaskis, na província de Alberta, no Canadá, sedia a partir deste domingo (15) a cúpula anual do G7, grupo que reúne as maiores economias industrializadas do mundo. O encontro ocorre em meio à escalada das tensões entre Israel e Irã, que reacenderam alertas sobre estabilidade global e pressionaram o mercado internacional de petróleo.
Embora o Brasil não integre oficialmente o G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da reunião como convidado, ao lado de líderes de outras nações não membros, como África do Sul, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia e México. A chegada do presidente brasileiro ao Canadá está prevista para a tarde de segunda-feira (16), com sua participação formal agendada para terça-feira (17), último dia do encontro.
O tema central da cúpula neste ano é a segurança energética, com ênfase em inovação, diversificação das cadeias produtivas e atração de investimentos. De acordo com fontes do Itamaraty, Lula deve aproveitar sua breve fala para destacar a matriz energética brasileira, considerada uma das mais limpas do mundo. A expectativa é que ele também reforce a posição do Brasil em temas como transição energética justa e desenvolvimento sustentável.
Encontros estratégicos
A presença do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também chama atenção neste encontro que reunirá alguns dos principais líderes globais. Lula poderá realizar reuniões bilaterais durante o evento, inclusive com o chefe do Executivo americano e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O encontro com Zelensky está em negociação e, se confirmado, será o segundo entre os dois líderes, o primeiro ocorreu durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, em 2023.
O presidente brasileiro também deve se reunir com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anfitrião do evento. Os dois conversaram por telefone na última quarta-feira (11), quando Lula confirmou presença na cúpula. Esta será a terceira participação consecutiva do petista em encontros do G7: em 2023, ele esteve na edição realizada em Hiroshima, no Japão; e, em 2024, em L’Aquila, na Itália.
Destaques do G7 neste ano
A edição de 2025 do G7 ocorre sob o impacto da crescente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, tema que tende a dominar boa parte das discussões. O conflito entre Israel e Irã, com reflexos diretos no preço do petróleo e na segurança internacional, deverá ocupar lugar central nas falas dos líderes.
Em comunicado oficial, o bloco destacou três prioridades para este ano: proteção global com foco no combate à interferência estrangeira e no fortalecimento de respostas a desastres como incêndios florestais, segurança energética com aceleração da transição digital e parcerias para impulsionar investimentos privados e geração de empregos qualificados.
Criado em 1975, o G7 é formado por Canadá, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido. A União Europeia participa das reuniões, mas não é considerada membro pleno do grupo. Ao longo dos anos, a cúpula se consolidou como um espaço estratégico para debater os principais desafios econômicos e políticos do planeta.
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