Lula enfatiza que não há motivos para conflitos e pede a suspensão das tarifas elevadas sobre exportações brasileiras

Gabriela Thier Publicado em 04/11/2025, às 16h04
Na última terça-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que planeja retomar a comunicação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso as negociações comerciais entre Brasil e EUA não apresentem progressos até o término da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que está sendo realizada em Belém, no Pará.
Durante uma coletiva de imprensa com repórteres internacionais, Lulaexpressou otimismo após sua reunião anterior com Trump, afirmando: "Saí da reunião certo de que poderemos estabelecer um acordo. Ressaltei a importância de nossos negociadores iniciarem as discussões rapidamente".
O presidente brasileiro complementou: "Se ao final da COP não houver uma reunião agendada entre os meus negociadores e os deles, entrarei em contato com Trump novamente". As declarações foram confirmadas por fontes da Reuters.
A reunião que Lula mencionou ocorreu em Kuala Lumpur, na Malásia, no dia 26 de outubro, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). O encontro, que teve duração aproximada de 50 minutos, abordou questões importantes nas relações bilaterais entre os dois países.
Em seu discurso durante a reunião, Lula destacou que não havia motivos para conflitos entre Brasil e Estados Unidos e solicitou a Trump a suspensão imediata das tarifas elevadas impostas às exportações brasileiras enquanto as negociações estivessem em andamento.
No mês de julho, Trump havia anunciado uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Essa medida foi acompanhada por ações da administração americana contra ministros do governo brasileiro e membros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a revogação de vistos e outras sanções.
Lula enfatizou o desejo do Brasil de cultivar uma relação excepcional com os Estados Unidos: "Não há justificativa para desavenças entre nossas nações. Quando dois presidentes se sentam à mesa para dialogar, é natural que busquem soluções e cheguem a um acordo". Além dos presidentes, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também participaram do encontro.
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