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Justiça Eleitoral

Julgamento no TSE avança contra Cláudio Castro e pode torná-lo inelegível por 8 anos

Placar parcial desfavorável pressiona defesa do ex-governador; voto de Nunes Marques pode ser decisivo no desfecho do caso.

Cláudio Castro pode ser declarado inelegível pelo TSE em julgamento sobre abuso de poder nas eleições de 2022 - Imagem: Reprodução
Cláudio Castro pode ser declarado inelegível pelo TSE em julgamento sobre abuso de poder nas eleições de 2022 - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 24/03/2026, às 11h36


O julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, avança no TSE com dois votos pela condenação, em um caso que investiga abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o que pode resultar na perda de seus direitos políticos por até oito anos.

Castro é acusado de ter utilizado a máquina pública para beneficiar sua campanha à reeleição, e o voto do ministro Nunes Marques é considerado crucial, com a expectativa de que ele reconheça irregularidades, mas sem atribuir culpa direta ao ex-governador.

O desfecho do julgamento pode variar entre absolvição, condenação com multa ou inelegibilidade, e uma eventual condenação teria um impacto significativo no cenário político do Rio de Janeiro e no campo conservador nacional, além de reforçar o papel do TSE na fiscalização eleitoral.

O julgamento que pode definir o futuro político do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, avança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com cenário desfavorável à sua defesa. Até o momento, o placar registra dois votos pela condenação, em ação que apura suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.

A análise será retomada nesta terça-feira com o voto do ministro Nunes Marques, considerado peça-chave para o andamento do julgamento. Nos bastidores do TSE, a expectativa é que o magistrado apresente uma posição mais moderada, reconhecendo irregularidades no caso, mas sem atribuir responsabilidade direta ao ex-governador.

De acordo com informações apuradas, a tendência do voto seria aplicar sanções como multa, sem necessariamente acompanhar o entendimento de inelegibilidade. Ainda assim, a avaliação interna no tribunal é de que o cenário geral aponta para uma possível condenação, o que pode resultar na perda dos direitos políticos de Castro por até oito anos, conforme prevê a legislação eleitoral.

Acusações e contexto

Cláudio Castro é acusado de ter se beneficiado de um esquema que envolveu o uso da máquina pública durante o período eleitoral, com foco em práticas que poderiam configurar abuso de poder político e econômico. Entre os elementos analisados estão ações administrativas e movimentações que teriam favorecido sua campanha à reeleição.

O caso se tornou um dos mais relevantes julgamentos eleitorais em andamento no país, tanto pelo peso político quanto pelas possíveis consequências institucionais.

O peso do voto de Nunes Marques

O voto de Nunes Marques é visto como decisivo para o ritmo do julgamento e possível formação de maioria. Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro tem perfil considerado mais garantista em casos envolvendo responsabilidade individual.

A expectativa de um voto que reconheça irregularidades, mas sem imputar culpa direta a Castro, pode influenciar outros ministros a adotarem uma posição intermediária, como aplicação de multa sem cassação.

Mesmo assim, interlocutores do tribunal indicam que a tendência majoritária ainda pode caminhar para a inelegibilidade, dependendo dos próximos votos.

Possíveis cenários

O julgamento no TSE pode resultar em três desfechos principais:

  • Absolvição: Castro mantém sua elegibilidade e encerra o processo
  • Condenação com multa: reconhecimento de irregularidades sem perda de direitos políticos
  • Inelegibilidade por 8 anos: cenário mais grave, que o afastaria das disputas eleitorais
  • A decisão final dependerá da formação de maioria entre os ministros.

Impacto político

Uma eventual condenação de Cláudio Castro pode provocar forte impacto no cenário político do Rio de Janeiro e no campo conservador nacional, já que o ex-governador é aliado de lideranças importantes do espectro político.

Além disso, o caso reforça o papel do TSE como protagonista na fiscalização do processo eleitoral e na responsabilização de candidatos por irregularidades durante campanhas.

O julgamento segue acompanhado de perto por partidos, lideranças políticas e especialistas em direito eleitoral, que veem no caso um possível marco para decisões futuras da Corte.


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