No portal das estatísticas, são apresentados apenas campos com linhas tracejadas

Manoela Cardozo Publicado em 28/07/2023, às 13h04 - Atualizado às 13h56
Os registros de extorsão mediante sequestro dos últimos três anos foram removidos do site da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo informações do Notícias ao Minuto, em vez disso, no campo do portal onde as estatísticas desse tipo de crime deveriam estar acessíveis, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresenta apenas campos com linhas tracejadas.
Essa medida contradiz a Lei Estadual 9.155, de 1995, que estipula que a pasta deve divulgar trimestralmente o número de ocorrências, incluindo sequestros.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a retirada dos dados ocorreu devido à identificação de "ausência de registros e inconsistências nos indicadores dessa natureza", levando a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de coletar e revisar as informações.
A pasta assegura que esse trabalho será concluído até outubro. Para quem acessar a página de estatísticas trimestrais da SSP, ainda estão disponíveis os dados de extorsão mediante sequestro da segunda metade de 1995 até o final de 2019, conforme estabelecido pela lei.
Entretanto, a partir do início do ano seguinte, não foram divulgadas as contabilizações desse tipo de crime em nenhum dos períodos disponíveis. A SSP alega que as estatísticas de sequestro deixaram de ser divulgadas em 2020, apesar de os dados terem sido previamente atualizados.
É possível encontrar essas informações em plataformas que arquivam versões antigas do site da SSP ou em publicações do Diário Oficial do Estado.
Al[ém disso, através de uma consulta ao WebArchive, um repositório de versões anteriores de páginas da internet, foi identificado que uma captura de tela de março do mesmo ano mostrava que os dados de extorsão mediante sequestro do último trimestre de 2022 estavam disponíveis, ao menos até aquela data. Conforme a página, o Estado de São Paulo contabilizou 18 casos desse tipo de crime no período, sendo 15 deles na capital.
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