Deputada do PT defende abertura de CPI e diz que novas informações reforçam a necessidade de apuração sobre possível envolvimento do Banco Master no caso

Redação Publicado em 13/05/2026, às 19h16
As declarações foram feitas após uma reportagem do Intercept Brasil apontar supostas conversas e tratativas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro envolvendo o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a apuração, haveria registros de mensagens e movimentações financeiras que somariam milhões de dólares em repasses ligados à produção.
Gleisi afirmou que o episódio levanta dúvidas sobre a relação entre integrantes da família Bolsonaro e o Banco Master, além de envolver temas que já são alvo de investigação pela Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal, Banco Central (BC) e até mesmo o Congresso Nacional.
Nas redes sociais, a deputada ironizou o senador, a quem chamou de “Bolsonarinho”, e disse que as informações mais recentes indicariam uma ligação mais profunda do que se imaginava entre o grupo político e o caso. Para ela, os fatos precisam ser esclarecidos “com transparência e punição dos responsáveis”.
Em sua manifestação, Gleisi citou o suposto financiamento do filme e doações eleitorais feitas por empresários ligados a Vorcaro. A parlamentar também comparou os valores mencionados na reportagem ao orçamento de produções audiovisuais conhecidas e questionou a dimensão dos recursos envolvidos. “Que filme era esse?”, disse ela, ao comentar os valores apontados na investigação.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades
O senador Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que buscou apenas financiamento privado para uma produção independente, sem uso de recursos públicos ou incentivos como a Lei Rouanet. Em declaração, ele também defendeu a abertura de uma CPI para investigar o Banco Master e disse não ter relação indevida com o ex-banqueiro.
Segundo a reportagem do Intercept Brasil, mensagens e documentos indicariam que parte dos recursos destinados ao filme teria sido operacionalizada por estruturas ligadas a Vorcaro, incluindo empresas e intermediários citados nas conversas.
Entenda o contexto
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias; ele foi preso em março durante operação da Polícia Federal. O caso ganhou repercussão após novas reportagens detalharem possíveis conexões entre operações do banco, articulações políticas e financiamento de iniciativas privadas ligadas a figuras públicas.
Após a divulgação das reportagens, Flávio Bolsonaro foi questionado e publicou um vídeo onde confirmou ter buscado patrocínio para o projeto audiovisual, mas afirmou que não houve ilegalidades.
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