Pela proposta das Forças Armadas, rejeitada pelo TSE, o eleitor ficaria vulnerável na hora de votar.

Jair Viana Publicado em 03/08/2022, às 12h55
Filmar o eleitor na cabine de votação enquanto ele vota. Uma espécie de Big Brother eleitoral.Esta é uma das sugestões dadas pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral. A informação foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira, 2, durante entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre. O voto, por lei, é secreto.
O presidente explicou que a sugestão consiste na escolha de 600 urnas para fazer uma amostragem da fidelidade do equipamento no registro dos votos. Para Bolsonaro, o método não afeta a votação e nem gera custo extra ao processo eleitoral.
Na entrevista o presidente explica que defende a transparência e a proposta das Forças Armadas sobre a votação está neste contexto. “Nada mais frustrante que a pessoa votar e não saber se o voto foi mesmo para quem ele queria”.
Segundo Bolsonaro, a proposta das Forças Armadas é fazer a verificação das urnas no dia da votação e não e não uma semana antes. Detalhando a proposta, o presidente explica que nas 600 urnas separadas para aferição da fidelidade “as pessoas vão votando, e sabendo que estão sendo filmadas...”, disse.
Pela proposta, na hora da apuração, esses votos depositados nas 600 urnas da amostragem serão conferidos na apuração total.
Sobre a proposta do teste integridade proposto pelas Forças Armadas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explica que ele já é feito.”Em relação ao Teste de Integridade, que ocorre no dia da eleição, a verificação faz parte do calendário de auditorias do sistema eletrônico, sendo regulamentado por norma específica, que deve ser rigorosamente cumprida pelos técnicos da Justiça Eleitoral”, diz a Corte.
O TSE informou ainda que aumentou o número de urnas para testagem. “É importante destacar que o TSE multiplicou por seis a quantidade de urnas que serão avaliadas durante o teste”, explica.
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