Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida deixou o governo

Manoela Cardozo Publicado em 07/09/2024, às 09h36
Após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (06), o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, foi oficialmente desligado do governo.
Conforme o Metrópoles, a decisão de demissão foi tomada pelo presidente em resposta às denúncias de assédio sexual contra Almeida, divulgadas pela coluna na quinta-feira (05). Segundo informações, uma das vítimas seria Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial no governo Lula.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou uma nota confirmando a saída de Almeida, alegando que as "graves denúncias" foram a principal razão para a decisão. "O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual", destacou o comunicado oficial.
A nota também mencionou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal e o início de um procedimento preliminar pela Comissão de Ética Pública da Presidência para "esclarecer os fatos".
Em relação às acusações, a nota do governo enfatizou o compromisso com os Direitos Humanos e a intolerância a qualquer forma de violência contra as mulheres. A coluna relatou que, de acordo com 14 fontes, incluindo ministros, assessores e amigos de Anielle Franco, o suposto assédio por parte de Almeida envolveu toques inapropriados nas pernas da ministra, beijos inadequados e expressões chulas de teor sexual, todos ocorridos no ano passado.
O Me Too Brasil, organização que recebeu as denúncias, não confirmou se a ministra Anielle Franco era uma das denunciantes para proteger a identidade das vítimas. Em resposta às acusações, Silvio Almeida negou as alegações, qualificando-as como "mentiras". O ex-ministro afirmou que tomará medidas legais, acionando a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Justiça para investigar o que ele chamou de "denunciação caluniosa".
“Repudio com absoluta veemência as mentiras que estão sendo assacadas contra mim”, declarou Almeida, acrescentando que a apuração deve ser feita com rigor, baseado em provas e não em "mentiras". Ele também anunciou que encaminhará ofícios às autoridades mencionadas para que realizem uma investigação minuciosa sobre o caso.
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