Diário de São Paulo
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Facções Criminosas

CPI do Crime Organizado amplia lista de convocados

Comissão pretende ouvir ministros, governadores e especialistas em segurança

A comissão tem um prazo de 120 dias para elaborar um diagnóstico sobre o crime organizado e propor ações para coibir facções - Imagem: Reprodução/Agência Brasil
A comissão tem um prazo de 120 dias para elaborar um diagnóstico sobre o crime organizado e propor ações para coibir facções - Imagem: Reprodução/Agência Brasil

Gabriela Nogueira Publicado em 04/11/2025, às 18h10


Na última terça-feira, dia 4, foi instaurada no Senado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada ao combate ao Crime Organizado. A sessão inaugural resultou na aprovação de convites para que dois ministros de Estado e onze governadores compareçam ao colegiado, além de especialistas e líderes de órgãos de segurança pública.

Os convites foram sugeridos pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que também requisitou informações relacionadas ao enfrentamento do crime organizado junto aos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Defesa.

Entre os convocados estão o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandoviski, e o ministro da Defesa, José Múcio. A comissão também decidiu ouvir o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Corrêa, além de outros representantes das instituições federais encarregadas da segurança.

A CPI tem um prazo de 120 dias para elaborar um diagnóstico abrangente sobre o crime organizado no Brasil, visando propor ações efetivas para coibir facções criminosas e milícias.

Além disso, foi aprovado um requerimento que solicita a tramitação urgente na Câmara dos Deputados de propostas legislativas voltadas à segurança pública que já tenham sido aprovadas no Senado.

Governadores Convidados

O relator Alessandro Vieira também solicitou a presença de onze governadores e seus respectivos secretários de Segurança. A escolha incluiu líderes dos estados com diferentes níveis de segurança, conforme indicadores fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Fórum Nacional de Segurança Pública.

"Requeiro que sejam convidados a comparecer a esta comissão para, junto com suas equipes técnicas nas áreas de inteligência, investigação e sistema prisional, compartilhar suas visões sobre o crime organizado no Brasil e suas experiências pessoais", justificou Vieira em seu pedido.

Entre os governadores convidados dos estados classificados como "menos seguros" estão os representantes do Amapá, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas. Por outro lado, dos estados considerados "mais seguros", foram chamados os governadores de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e do Distrito Federal. O Rio de Janeiro e São Paulo também foram incluídos na lista não por serem os mais violentos ou seguros, mas por serem reconhecidos como centros das principais facções criminosas do país.

Especialistas em Segurança Pública

A CPI também decidiu convocar especialistas na área de segurança pública com notória experiência. Entre os convidados estão o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, além dos professores Joana da Costa Martins Monteiro e Leandro Piquet Carneiro.

A CPI finalizou a sessão com a aprovação de um requerimento solicitando informações dos Ministérios da Segurança Pública e da Defesa sobre controle de armamentos e relatórios de inteligência relacionados a facções criminosas ou milícias. 


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