Contratos incluem bancas de ex-presidentes da OAB e valores milionários revelados em dados enviados à CPI

Letícia Sales Publicado em 11/04/2026, às 08h31
O Banco Masterdestinou aproximadamente R$ 304,5 milhões a escritórios de advocacia ao longo de 2025, segundo informações da Receita Federal do Brasil encaminhadas à CPI do Crime Organizado. Os dados colocam em evidência contratos com nomes de destaque no meio jurídico nacional.
Entre os maiores repasses está o feito ao escritório do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que recebeu R$ 27,5 milhões no período. Ele comandou a entidade entre 2013 e 2016 e já foi cogitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal durante o governo de Dilma Rousseff.
Outro nome relevante é o de Felipe Santa Cruz, também ex-presidente da OAB, que recebeu dois repasses de R$ 776 mil cada, somando R$ 1,55 milhão. Santa Cruz presidiu a entidade entre 2019 e 2022, período marcado por embates públicos com o então presidente Jair Bolsonaro.
Os valores pagos pelo banco a esses escritórios ficam abaixo apenas dos repasses destinados à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, que lidera a lista de pagamentos entre as bancas contratadas.
As informações vieram à tona no contexto das investigações da CPI, que analisa possíveis conexões entre instituições financeiras e atividades ilícitas. Procurados, Coêlho e Santa Cruz não se manifestaram até o momento. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
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