A polícia informou que os pais da menina também tinham conhecimento da situação de exploração sexual

Vitória Tedeschi Publicado em 10/03/2023, às 16h18
A tia de uma menina de 13 anos foi presa preventivamente suspeita de "vender" a própria sobrinha para um idoso de 68 anos, em Camboriú, no Litoral Norte catarinense. A adolescente foi vítima de abuso sexual por nove meses e chegou a morar com o homem.
De acordo com o Estadão, a tia foi indiciada por exploração sexual de adolescente, os pais, por omissão, e o idoso, por estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição. As prisões aconteceram na última quarta-feira (08).
Ao g1, o delegado Paulo Freyesleben confirmou as prisões e afirmou que: "Ela [a tia da menina] tinha conhecimento dessa situação", informou o investigador. Em troca, a mulher, de 33 anos, recebia valores em dinheiro e alimentos.
Não havia pagamento fixo, mas valores que eram repassados esporadicamente, além de cestas básicas e presentes, como telefones celulares", acrescentou ele.
Além do idoso e da tia, conforme o delegado, os pais da adolescente sabiam da situação de exploração sexual e também foram indiciados pela Polícia Civil por omissão.
O caso veio à tona quando o Conselho Tutelar verificava a situação dos irmãos da adolescente que não estavam frequentando o colégio.
Notei a falta das crianças na escola e fomos atrás e encontramos ela, que deveria estar morando em Itajaí com a avó e com a tia, vivendo em situação marital [relativo ao casamento] com esse senhor", relata o conselheiro tutelar responsável pelo caso, Diego Raphael Rocha Pereira, ainda segundo o Estadão.
De acordo com ele, o caso das crianças com idades entre 3 e 7 anos já vinha sendo monitorado. "A situação das crianças é mais antiga, atuamos há mais de um ano tentando inserir na rede (de ensino), e a da menina é mais recente".
Além disso, segundo o g1, a tia da menina não tinha a guarda formalizada da adolescente, mas estaria "cuidando" da menina, segundo as investigações.
Nesse meio tempo, a vítima começou a frequentar a casa do idoso em setembro de 2021, quando ainda morava com a tia.
Paulo Freyesleben afirmou que menina teria começado a passar dias na casa do abusador em fevereiro de 2022, até se mudar definitivamente para lá por volta de julho. A partir disso, a polícia começou a considerar que o idoso e a adolescente tenham vivido por pelo menos quatro meses como se estivessem casados.
O caso foi denunciado ao Conselho Tutelar em novembro do ano passado, e a menina foi resgatada. Atualmente, a vítima está em um abrigo, sob supervisão do Poder Judiciário.
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