A Polícia Civil indiciou seis pessoas por envolvimento na morte da cabeleireira transexual Lorena Muniz, de 25 anos, após um incêndio numa clínica de

Redação Publicado em 06/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h08
A Polícia Civil indiciou seis pessoas por envolvimento na morte da cabeleireira transexual Lorena Muniz, de 25 anos, após um incêndio numa clínica de estética, em 17 de de fevereiro, no Centro de São Paulo.
Laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a vítima morreu cinco dias depois por asfixia ao inalar fumaça tóxica e quente das chamas. Ela estava sedada numa cama enquanto era preparada para uma cirurgia, na qual colocaria implantes de silicone nos seios, que nem chegou a fazer.
O inquérito policial foi concluído na quinta-feira (1º), quando foi relatado à Justiça pelo 1º Distrito Policial (DP), na Sé. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (5) pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A pasta não divulgou os nomes e as profissões dos indiciados, mas informou que quatro deles foram responsabilizados por homicídio doloso, por dolo eventual, quando se assume o risco de matar mesmo que não haja a intenção disso. Outros dois indiciados respondem por omissão de socorro, por não terem ajudado a vítima a escapar do fogo. Todos os indiciados respondem em liberdade.

Entre os investigados pela polícia no caso Lorena Muniz, estão diretores da Clínica Saúde Aqui, que fica na Liberdade, no Centro, e onde ocorreu o incêndio; e donos da Clínica Paulino Plástica Segura, localizada em Taboão da Serra, na região metropolitana, e que teria alugado o espaço oferecendo a equipe médica para operar a cabeleireira. O 1º DP também investigou uma pessoa da área médica e outra que é técnica em enfermagem.
Apesar disso, até a última atualização desta reportagem, o G1 não havia conseguido confirmar se esses investigados foram indiciados, nem seus nomes e profissões. Eles também não foram localizados para comentar os indiciamentos.
Caberá agora ao Ministério Público (MP) decidir se acusa ou não os indiciados pelos crimes. Até a última atualização desta reportagem, não havia a confirmação se a Promotoria havia denunciado as seis pessoas à Justiça pelos crimes de homicídio e omissão.
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G1
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