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Presa pela morte do marido, médica é encontrada morta em presídio estadual de Sergipe

A médica enfrentava um processo judicial por suspeita de envolvimento no assassinato do esposo, ocorrido em outubro do ano passado.

Danielle Barreto e José Lael Rodrigues Junior - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Danielle Barreto e José Lael Rodrigues Junior - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 10/09/2025, às 15h34


Na manhã desta terça-feira, (9) o corpo da médica Daniele Barreto, de 46 anos, foi encontrado sem vida nas dependências do Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro, situado na região metropolitana de Aracaju.

Daniele havia retornado à unidade prisional poucas horas antes, após uma decisão judicial que determinou sua saída de uma clínica psiquiátrica onde estava internada desde o início do mês. A Secretaria de Justiça de Sergipeconfirmou a abertura de um procedimento interno para investigar as circunstâncias da morte da profissional.

De acordo com informações preliminares, a médica apresentava sinais que indicavam comportamento suicida. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas imediatamente; no entanto, a morte foi confirmada ainda no local. A investigação detalhada ficará a cargo da Polícia Civil.

Daniele Barreto enfrentava um processo judicial por suspeita de envolvimento no assassinato de seu esposo, o advogado José Lael Rodrigues Júnior, de 42 anos. O crime ocorreu em outubro do ano anterior, quando José foi morto a tiros ao chegar em casa com o filho, que também foi ferido, mas sobreviveu ao ataque.

A médica foi detida em novembro de 2024 e, juntamente com mais seis pessoas, estava sob investigação relacionada ao homicídio. Em janeiro deste ano, ela foi transferida para o presídio feminino. Em maio, Daniele obteve a concessão de prisão domiciliar; no entanto, essa decisão foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final de agosto.

Além das questões legais, Daniele Barreto tinha um diagnóstico médico de Transtorno de Personalidade Borderline e era especialista em cirurgia plástica, permanecendo ativa como membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.


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