Imóvel avaliado em milhões pode ser impedido de venda para garantir pagamento de débito que ultrapassa meio milhão de reais

Redação Publicado em 06/05/2026, às 10h55
Renato Aragão, conhecido como Didi Mocó, enfrenta uma ação de execução fiscal da Prefeitura do Rio de Janeiro, que busca cobrar R$ 548.283,69 em débitos de IPTU de sua mansão no Recreio dos Bandeirantes, podendo resultar no bloqueio do imóvel.
A mansão, avaliada em cerca de R$ 18 milhões, está em disputa devido à dificuldade da prefeitura em notificar o humorista, levando a novas solicitações judiciais para garantir a citação e o arresto da propriedade.
Se o bloqueio for autorizado, a venda do imóvel ficará impedida até que a dívida seja quitada, e, caso não haja pagamento, o bem poderá ser penhorado e leiloado no futuro.
A disputa judicial envolvendo o humorista Renato Aragão, eternizado como Didi Mocó, ganhou novos capítulos e pode resultar no bloqueio de um de seus imóveis mais valiosos no Rio de Janeiro.
A Prefeitura move uma ação de execução fiscal contra o artista, cobrando R$ 548.283,69 referentes a débitos de IPTU acumulados entre 2021 e 2023. O valor está vinculado a uma mansão de alto padrão localizada no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense.
Pedido de bloqueio e novas medidas
Diante da dificuldade em efetivar a citação do humorista, o município pediu à Justiça que novas estratégias sejam adotadas. Entre elas, a notificação por oficial de Justiça e, caso necessário, a citação por edital.
Além disso, a prefeitura solicitou o chamado “arresto” do imóvel — medida que pode impedir qualquer negociação, incluindo a venda da propriedade, até que a dívida seja quitada.
A decisão ainda depende de análise judicial, mas, se autorizada, pode travar completamente a comercialização do bem.
Imóvel avaliado em milhões
A mansão em questão está anunciada no mercado por cerca de R$ 18 milhões, o que amplia a relevância da disputa. O bloqueio funcionaria como uma garantia para que o valor devido aos cofres públicos seja recuperado.
Em janeiro deste ano, a juíza responsável pelo caso determinou que Renato Aragão fosse citado para pagamento da dívida no prazo de cinco dias. No entanto, o andamento do processo indica que novas tentativas de localização foram necessárias.
O que está em jogo
A ação reflete um mecanismo comum em execuções fiscais: assegurar que bens do devedor possam ser utilizados para quitar pendências tributárias.
Caso o arresto seja autorizado e a dívida não seja paga, o imóvel pode futuramente ser penhorado e até levado a leilão.
Até o momento, não houve manifestação pública do humorista sobre o caso.
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