O padre Koela, da Congregação dos Agostinianos, de São Paulo, teria deixado mensagem de texto e levado pertences

Jair Viana Publicado em 23/07/2022, às 11h27
O desaparecimento do padre congolês Quentin Venceslas Kolela completa 24 dias neste domingo (24) e não há notícias de seu destino. Segundo relato de colegas, o pároco teria sido assediado por algum membro da Congregação dos Agostinianos e abandonou a comunidade.
Koela atuava na Paróquia São Judas Tadeu, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Os amigos dizem que ele reclamava do preconceito que sofria. Esse preconceito, segundo os párocos, ocorreu principalmente porque Kolela é estrangeiro, e motivou sua saída da Paróquia.
O padre teria enviado mensagem de texto avisando que estava deixaria o grupo. Koela ainda teria levado a maior parte de seus pertences, ele foi dado como desaparecido pelo líder da congregação, que registrou um boletim de ocorrência.
Em nota, a Congregação dos Agostinianos da Assunção informou que "não tem nenhum conhecimento sobre tais fatos". A Arquidiocese de SP disse que está em diálogo "para compreender o que, de fato, ocorreu com o Sacerdote".
O padre Kolela foi visto pela última vez por volta das 11h15 de 3 de julho, quando saiu da casa paroquial da Paróquia São Judas Tadeu, no Tatuapé, para almoçar e não retornou.
A POLÍCIA - A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que "o caso foi registrado na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e encaminhado à Polícia Civil do Estado de São Paulo, que dará seguimento às investigações".
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma, em nota, que não localizou nenhum registro do desaparecimento de Kolela em seu sistema. Segundo a Polícia do Rio, o Boletim de Ocorrência está em andamento na DDPA.
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