Ação cumpre mandados na capital, responsável por 57% dos casos de roubo e furto de alianças no estado

Lívia Gennari Publicado em 07/05/2025, às 17h13
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (7) uma operação para desarticular uma quadrilha especializada na receptação de ouro e joias. A ação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e mobiliza dezenas de agentes em cinco municípios paulistas.
Ao todo, foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, cumpridos na capital paulista, nas cidades de Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos e Mairiporã, na região metropolitana, além de Campinas, no interior.
A investigação é conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, com apoio de outras unidades do Deic. As investigações tiveram início a partir de uma análise conjunta de informações de inquéritos sobre roubos e furtos de joias em diferentes regiões do estado.
Um dos principais focos da apuração é desarticular a cadeia de receptação desses itens de alto valor, que frequentemente são revendidos no mercado ilegal. A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo também participa da operação, realizando verificações cadastrais e analisando documentos fiscais ligados aos investigados.
Dois avaliadores do setor de penhor da Caixa Econômica Federal acompanham os trabalhos no local, auxiliando na identificação e qualificação técnica das peças apreendidas, o que pode facilitar a identificação de vítimas e comprovar a origem ilícita dos bens.
Dados recentes da Polícia Civil revelam a dimensão do problema: apenas na capital, foram registrados em média 22 roubos e furtos de alianças e anéis por dia nos dois primeiros meses deste ano. O número representa um aumento de 56% em relação ao mesmo período de 2024. Com 57% de todos os casos registrados no estado, a cidade de São Paulo lidera o ranking das cidades mais afetadas por esse tipo de crime.
A operação desta quarta-feira também busca evidências de lavagem de dinheiro, uma prática comum em redes de receptação de ouro e joias. Segundo os investigadores, os objetos subtraídos em assaltos são rapidamente repassados a estabelecimentos de fachada, dificultando o rastreamento.
A expectativa é que o material apreendido ajude a aprofundar as investigações sobre a atuação da quadrilha e permita identificar outros envolvidos na prática criminosa de receptação e lavagem de dinheiro.
A operação ainda está em curso, e novas informações devem ser divulgadas pela Polícia Civil conforme o avanço das apurações.
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