Criminosos aplicavam golpes em aplicativos de namoro e rendiam vítimas com violência para exigir transferências bancárias como resgate

Lívia Gennari Publicado em 15/05/2025, às 19h38
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na última quarta-feira (14), nove pessoas suspeitas de integrar quadrilhas envolvidas em crimes de sequestro seguido de extorsão na Grande São Paulo e no litoral paulista. A operação foi conduzida pelas 1ª e 3ª Delegacias Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), com apoio de unidades especializadas.
As prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária relacionados a investigações sobre crimes ocorridos na zona oeste da capital no ano passado.
Golpe do amor
Um dos casos investigados pela 1ª Delegacia diz respeito a um crime ocorrido em agosto do ano passado, no bairro do Jaguaré. Um jovem de 21 anos foi atraído por uma mulher que conheceu em um aplicativo de relacionamentos. Ao chegar ao local marcado para o encontro, foi surpreendido por seis criminosos e levado para um cativeiro.
A quadrilha exigiu uma quantia em dinheiro para libertá-lo. Após o pagamento, a vítima foi deixada em um posto de combustível da região. Três suspeitos, dois homens e uma mulher, foram presos em São Vicente, no litoral sul de São Paulo. As investigações continuam para localizar os demais envolvidos.
Sequestro em Perdizes
Outro caso investigado pela 3ª Delegacia envolveu o sequestro de um homem no bairro de Perdizes, em novembro de 2024. A vítima estava chegando em casa quando foi abordada por dois criminosos armados, que o forçaram a entrar em um veículo.
O homem foi levado até uma área de mata, onde foi obrigado a realizar transferências bancárias. Além disso, teve seu carro, celular, correntes de prata e cartão bancário roubados. Ele foi libertado após o pagamento de resgate feito pelo irmão.
Cinco homens e uma mulher suspeitos de participar do crime foram detidos nas cidades de Jandira, Cotia, Carapicuíba e na capital paulista.

A operação contou com o suporte de equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Grupo Especial de Reação (GER), do Serviço Aerotático (SAT), além da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Operações Especiais (GOE) do Deinter 6.
As investigações seguem em andamento para identificar e capturar os demais integrantes das quadrilhas.
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