Operação contou com o delegado geral Artur Dian, que destacou a crueldade dos bandidos

Jair Viana Publicado em 08/04/2025, às 12h52
Uma quadrilha conhecida por invadir casas de idosos com extrema violência foi alvo de uma operação policial nesta terça-feira (8), em São Paulo. A ação, coordenada pela equipe do CERCO Sul e com apoio do DHPP, terminou em confronto, morte de um criminoso e prisões. Durante a investida, os policiais chegaram a uma residência que seria alvo dos criminosos e surpreenderam oito integrantes do grupo. Houve troca de tiros, com um homem morto após reagir à abordagem, uma mulher ferida e três detidos, enquanto outros conseguiram fugir. A polícia segue na perseguição.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, que comanda a ação policial, os criminosos atuavam principalmente nas regiões do Cambuci, Mooca e Glicério, onde aterrorizavam vítimas idosas com requintes de crueldade. Eles invadiam as residências, amarravam e agrediam os moradores, além de levar objetos de valor e até itens pessoais. Nesta manhã, duas casas foram atacadas: uma delas abrigava uma idosa de 90 anos, e a outra, um casal de idosos que tem um filho com necessidades especiais. Todos foram submetidos a maus-tratos durante o roubo.
Em uma das ocorrências registradas hoje, os bandidos demonstraram particular brutalidade ao atacar a família que incluía o jovem com deficiência. Segundo relatos, além de serem amarrados, os idosos e o filho foram agredidos verbal e fisicamente. O delegado responsável pela operação destacou a covardia dos ataques: “É muita maldade. Nossas equipes estavam atrás deles há tempos. Eles já podem ter cometido outro crime hoje”, afirmou Dian, ressaltando a urgência em interromper a ação do grupo.
A investigação começou após denúncia de roubos semelhantes, o que permitiu à polícia antecipar o alvo da quadrilha. A prisão parcial dos envolvidos ocorreu no 26º Distrito Policial, onde o caso está registrado. Testemunhas e sobreviventes relataram o pânico diante da violência dos assaltantes. As vítimas receberam atendimento médico e psicológico, mas a recuperação, segundo familiares, deve ser longa.
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