Vítima apresentava diversos ferimentos pelo corpo

Redação Publicado em 17/08/2022, às 17h31
A Polícia Militar (PM) resgatou uma mulher que estava prestes a ser queimada viva em meio a pneus na Comunidade do Cajueiro, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, na tarde da última terça-feira (16).
A vítima foi salva depois de a polícia receber informações passadas pelo Disque-denúncia dando conta de que a mulher estava sendo torturada e seria assassinada, após ser condenada à morte pelo 'tribunal do tráfico'.
Ela foi localizada no alto da comunidade, em local conhecido como "Campo do Bure", segundo o portal G1.
Os agentes militares do 9º BPM (Rocha Miranda) foram até o local e encontraram a vítima amarrada, com os olhos vendados e a boca coberta por uma fita adesiva, cercada por pneus. A mulher tinha marcas de agressões.
Aos policiais, ela contou que tinha sido levada de dentro de casa e que devia ter sido confundida com alguém. Ela acrescentou que foi muito xingada e que minutos antes da chegada da polícia estava sendo torturada. Os criminosos a avisaram que ela seria queimada viva nos pneus após o ‘martelo ser batido no tribunal do crime’.
Contudo, as testemunhas interrogadas pelos investigadores deram uma outra versão, apontando que a mulher estava devendo dinheiro aos traficantes.
Após o resgate, a vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Madureira. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dela. O caso foi encaminhado para a 29ª DP (Madureira).
Na última segunda-feira (15), uma jovem foi sequestrada para ser julgada no chamado "tribunal do crime" do PCC (Primeiro Comando Capital).
Segundo a polícia, três mulheres e seis homens são suspeitos pelo rapto da menina. O caso ocorreu na região do Itaim Paulista, zona leste de São Paulo.
O 4º Batalhão de Ações Especiais informou que a mulher estava em uma balada no último domingo (14), quando um homem se aproximou e pediu para beijá-la. A menina negou o beijo e em uma discussão ofendeu o homem, que se identificou como um dos "irmãos" da facção criminosa PCC. Os irmãos no caso são identificados como “Besteirinha” e “Gordo”.
O criminoso teria voltado mais tarde à casa noturna com alguns de seus comparsas, que levaram o carro da vítima para um cativeiro.
De acordo com o 29° Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo caso, a mulher seria julgada pelo “tribunal do crime” na segunda-feira (15).
O julgamento feito pelos criminosos é uma prática do crime organizado em que os próprios envolvidos com a organização determinam e cumprem a pena dos acusados.
A vítima foi libertada ilesa e nove suspeitos foram presos. Um revólver calibre 32 foi apreendido e o carro da vítima foi encontrado.
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