O grupo teria desviado cerca de R$20 milhões dos cofres públicos

Gabriela Thier Publicado em 06/11/2024, às 16h43
Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou a Operação Smart Fake, que resultou na prisão de quatro indivíduos suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes relacionadas a operações de crédito da Caixa Econômica Federal. O grupo teria lesado mais de uma centena de empresas e desviado cerca de R$20 milhões dos cofres públicos.
Além das prisões temporárias, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais nas cidades de Teresina e Pedro II, no Piauí, e em Timon, no Maranhão. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara da Justiça Federal, que também determinou o sequestro dos bens dos envolvidos.
A investigação teve início após uma denúncia feita por um empresário de Teresina, que relatou ter sido alvo do esquema ao ter sua empresa usada para solicitar crédito fraudulento junto à Caixa. O empresário informou que todo o processo burocrático foi conduzido por um intermediário identificado posteriormente pela polícia, o qual apresentou documentos falsificados para garantir a concessão do crédito.
Com a identificação do intermediário, os investigadores descobriram a existência de outros contratos irregulares desde 2022. Ao todo, foram identificados 179 contratos suspeitos vinculados a 115 CNPJs. Muitas dessas empresas destacaram-se pelos altos valores inadimplentes, com dívidas superiores a R$800 mil cada.
Além da inadimplência, a investigação revelou movimentações financeiras atípicas e irregularidades nos registros das empresas envolvidas, incluindo CNPJs que estavam inativos ou baixados na Receita Federal. Os suspeitos enfrentam acusações de estelionato qualificado, organização criminosa e falsificação de documentos, entre outras possíveis infrações que possam ser identificadas durante o andamento das investigações.
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