Mandados foram cumpridos em cinco municípios durante a Operação Liberum Arca, que investiga furtos mediante fraude bancária

Lívia Gennari Publicado em 11/06/2025, às 19h01
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11) a Operação Liberum Arca para combater um esquema de fraudes contra clientes da Caixa Econômica Federal. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa especializada em furtos qualificados por meio de acesso indevido a contas bancárias em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em diferentes municípios dos dois estados: Macaé, Rio das Ostras, Duque de Caxias, Rio de Janeiro (capital) e São Paulo. A ação contou com o apoio da 154ª Delegacia de Polícia Civil de Cordeiro (RJ), onde a investigação teve início em fevreiro do ano passado.
De acordo com a PF, as investigações começaram quando três suspeitos foram presos em flagrante por praticarem golpes semelhantes na região serrana do Rio. A partir dessas prisões, surgiram indícios da existência de um grupo criminoso estruturado, o que levou ao aprofundamento das investigações pela Delegacia da PF em Macaé.
Segundo as autoridades, os criminosos agiam de forma coordenada, utilizando informações sigilosas dos clientes para acessar contas bancárias, realizar transferências indevidas e efetuar saques. As diligências realizadas até o momento confirmam que os delitos estavam ligados a uma rede maior, com ramificações em diferentes cidades.
Durante a operação, os agentes recolheram documentos, celulares, computadores e outros materiais que serão submetidos à perícia criminal. O objetivo é aprofundar a análise das provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A operação “Liberum Arca” integra um conjunto de ações da Polícia Federal voltadas ao enfrentamento de crimes financeiros e à proteção dos sistemas bancários. A instituição reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima por canais oficiais e alerta para a importância de os usuários redobrarem os cuidados com seus dados pessoais e bancários, especialmente diante do aumento de golpes virtuais em todo o país.
O órgão ainda não informou se houve novas prisões durante a operação desta quarta-feira. As investigações continuam em andamento, com foco na responsabilização dos suspeitos e na recuperação dos valores desviados das contas das vítimas.
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