Diário de São Paulo
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Ação Criminosa

Operação “Fear of the Pix” combate venda de ingressos falsos para shows do Iron Maiden

Polícia aponta criação de site clonado para enganar fãs da banda; esquema teria movimentado cerca de R$ 120 milhões em fraudes eletrônicas.

Polícia Civil apreendeu bens de luxo durante a operação “Fear of the Pix”, em São Paulo - Imagem: Reprodução
Polícia Civil apreendeu bens de luxo durante a operação “Fear of the Pix”, em São Paulo - Imagem: Reprodução

Otávio Alonso Publicado em 15/01/2026, às 14h45


A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a operação “Fear of the Pix” para desarticular uma associação criminosa suspeita de vender ingressos falsos para os shows da banda Iron Maiden no Brasil. A investigação apura a criação de um site fraudulento que imitava a plataforma oficial de vendas, levando vítimas a realizarem pagamentos via Pix sem receber as entradas.

A ação foi conduzida pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas) e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro do Tatuapé, na capital paulista, e em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

O nome da operação faz referência ao álbum Fear of the Dark, lançado pela banda britânica em 1992, e ironiza o principal meio de pagamento utilizado pelos golpistas para aplicar os golpes.

Segundo as investigações, o grupo criminoso criou um site praticamente idêntico ao da Livepass, plataforma oficial de venda de ingressos da turnê Run for Your Lives World Tour. No ambiente falso, eram oferecidas entradas para os shows marcados para os dias 25 e 27 de outubro de 2026, no Allianz Parque, com valores que variavam entre R$ 200 e R$ 700.

O caso começou a ser apurado em dezembro de 2025, após uma vítima registrar boletim de ocorrência relatando a compra de um ingresso no valor de R$ 690, pago via Pix. Após não receber o bilhete, ela procurou a plataforma oficial e descobriu que havia realizado a compra em um domínio clonado.

Ao aprofundar as investigações, a polícia identificou que as empresas envolvidas no esquema foram abertas recentemente e apresentavam alterações societárias consideradas suspeitas. A estimativa é de que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 120 milhões por meio de diferentes fraudes eletrônicas.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam três veículos de luxo, entre eles uma BMW e um Porsche, 13 relógios de alto valor, R$ 11 mil em dinheiro, além de seis computadores e diversos documentos. Pelo menos uma pessoa foi detida e encaminhada à delegacia para prestar depoimento.

Em entrevista à CNN Brasil, o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento, alertou os consumidores sobre a importância de conferir atentamente os endereços eletrônicos antes de realizar compras online.

“É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem palavras. É nesses mínimos detalhes que se consegue identificar o falso”, afirmou.

O caso foi registrado como associação criminosa e estelionato eletrônico. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e bloquear as contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores das vítimas.


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