Quadrilha recrutava passageiros para transportar cocaína em cápsulas; grupo movimentou cerca de R$ 700 mil em tráfico internacional de drogas

Lívia Gennari Publicado em 04/09/2025, às 14h17
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Via Corporis, que investiga uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. O grupo é suspeito de enviar cocaína para a Europa por meio de passageiros que ingeriam a droga em forma de cápsulas.
A ação ocorre nas cidades de São Paulo, Guarulhose Manaus, e incluiu um mandado de prisão preventiva em Londres, no Reino Unido. No total, a operação cumpre seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Cinco suspeitos já foram presos, entre eles um estrangeiro apontado como chefe da quadrilha; uma sexta pessoa segue foragida.
Segundo a PF, os investigados eram responsáveis por aliciar passageiros, fornecer a droga, emitir passagens e documentos de viagem, além de custear despesas relacionadas ao transporte da cocaína. Entre os presos, há indivíduos com histórico de envolvimento no tráfico internacional: um deles já havia sido detido pela PF em 2013 e 2017, e outra investigada já havia sido presa em Londres em abril deste ano pelo mesmo tipo de crime.
A investigação teve início em outubro de 2024, após a prisão de uma jovem de 20 anos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Ela tentava embarcar para Paris com 1,3 kg de cocaína escondidos no organismo.

Além das prisões, a Justiça Federal determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados e de uma empresa usada para movimentar o dinheiro do tráfico, totalizando até R$ 1 milhão. De acordo com a PF, só no segundo semestre de 2024, o grupo movimentou cerca de R$ 700 mil.
Esta é a terceira operação contra o tráfico internacional de drogas realizada pela PF nesta semana. Na terça-feira (2), três suspeitos ligados ao PCC foram presos em Manaus, e uma quadrilha chefiada por mulheres foi alvo de outra ação na quarta-feira (3).
A pena para os crimes investigados, como tráfico internacional de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro, pode ultrapassar 35 anos de prisão.
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