O número total de policiais no Brasil em 2023 foi menor em comparação com o de dez anos atrás, em 2013

Lillia Soares Publicado em 28/02/2024, às 16h23
Um estudorealizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou que em 2023 o Brasil possuía um total de 796 mil profissionais atuando na área da segurança pública. Destes, 404 mil eram policiais militares, enquanto 114 mil eram policiais civis e peritos. Segundo o estudo, o número total de policiais no Brasil em 2023 foi menor em comparação com o de dez anos antes, em 2013.
Conforme informações do portal Agência Brasil, houve uma redução significativa de 6,8% no contingente de policiais militares, e também uma queda de 2% no número de policiais civis e peritos. Esses dados foram divulgados nesta ultima terça-feira (27) no relatório "Raio X das Forças de Segurança Pública do Brasil".
Na maior parte dos estados houve uma redução do efetivo dessas forças. Mas embora haja essa queda no efetivo, há muitos policiais que estão trabalhando em atividades meio, não nas atividades fim da Polícia Militar, como o policiamento ostensivo, policiamento nas ruas, nas rondas, na prevenção, na parte preventiva da polícia”, afirma Giane Silvestre, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Ela também ressalta que ainda há muitos policiais militares deslocados para outras finalidades, como a segurança de autoridades, efetivo que poderia reforçar o policiamento ostensivo. “Estão atuando em outros órgãos, fazendo segurança de autoridades, como juízes, desembargadores, promotores, procuradores. E essa cessão de policiais militares a outras instituições também agrava esse quadro de redução de efetivo nas polícias militares”.
Além disso, os dados do levantamento do FBSP, constatou que apenas 12,8% do efetivo das Polícias Militares estaduais é composto por mulheres. Essa proporção é ainda menor que a representação feminina na Câmara dos Deputados, a qual atinge 14,8%.
É preciso chamar atenção também para isso, o quanto que a falta de diversidade de gênero está concentrada nas instituições militares. O que está relacionado com uma percepção de segurança pública muito equivocada, que preza por uma ideia de que a segurança pública tem que ser feita pelo enfrentamento, pelo uso da força. E aí são dois equívocos, essa ideia em si e a ideia que as mulheres não têm condições de fazer esse tipo de trabalho”, ressalta.
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